03 dezembro 2007

Mandalas

As Mandalas ajudam-nos a despertar para a consciência de nós mesmos como um todo, em perfeita harmonia com o infinito que faz parte de nós e do qual fazemos parte.

30 novembro 2007

O que é um Reikiano?


Aquele que trabalha com as mãos é um artesão!
Aquele que trabalha com a mente é um sábio!
Aquele que trabalha com a inspiração é um artista!
Aquele que trabalha com a técnica é um profissional!
Aquele que trabalha com a intuição é um místico!
Aquele que trabalha com o coração é um espírito elevado!
Aquele que trabalha com as mãos, mente, inspiração, técnica, intuição
e com o coração é um Reikiano!

(Texto "oferecido" ao Rei Sapo para reflexão pela mestre SR)

18 novembro 2007

Liberdade



Tal como eu sou dono de mim mesmo e das minhas vontades, tu também és

Sou desapegado, só acontece o que tem que acontecer nada mais, nada menos

Eu não tenho nada meu, só a alma

Até o corpo é de empréstimo, por isso sou livre, nunca vou deixar de ser livre

Porque escolheria deixar de o ser? O que é ser escravo?

Ninguém é de ninguém

Um relacionamento nunca me faria deixar de ser livre, seria escolher partilhar

Sendo sempre livre de o fazer

Ser livre é poder escolher ser, é escolher agir em vez de reagir

Eu sou livre, a liberdade não é uma utopia

Podem tentar obrigar-me a fazer qualquer coisa ou não, mas a minha alma será livre, sempre livre

A minha mente será livre, nela ninguém manda, posso pensar livremente e ninguém me lerá o pensamento

O meu coração será livre de amar eternamente, de sentir, de ouvir, de vibrar. Eu sou livre!

O meu espírito é livre para viajar, de aprender, de curar, de transformar este mundo num mundo melhor

Livre para escolher encarnar e desencarnar, livre para se auto-superar sempre e por fim juntar-se ao infinito...

10 outubro 2007

Amo tudo...


"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errónea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando Pessoa

24 setembro 2007

Os cães, a energia, o bem e o mal...


Ontem aconteceu uma coisa estranha. À noite fui ver a lua atrás da igreja perto da minha casa e quando estava a sair da porta do meu prédio um caozito pequeno que estava a passar à porta naquele momento não parava de me ladrar com ar de quem me queria morder.

Nem liguei, era um cão pequeno branco com manchas castanho claro.

Eu sai da porta sem lhe ligar e a dona mandou-o parar, mas ele continuava a ladrar furioso. Eu segui no sentido contrário e não pensei mais no assunto.

A meio do caminho outro cão, maior que o primeiro e mais castanho do que branco desatou a ladrar e veio direito a mim assim que me viu. Com o pensamento mandei-o afastar-se e ele lá se foi embora mas sempre a olhar para trás e a rosnar-me. Achei estranho e pensei que os cães do bairro estavam a passar por algum tipo de crise.

Quando estava a contemplar a lua atrás da igreja e a meditar um pouco apareceu um terceiro cão, maior que os dois primeiros todo preto com uma mancha branca no peito ladrava sem parar e vinha na minha direcção. Ladrava, parava, avançava mais um pouco e chegava cada vez mais perto de mim.

Com o pensamento mandava-o afastar-se e ele ia embora, dava meia volta e voltava outra vez a ladrar com mais força e cada vez mais perto. À terceira vez chegou ainda mais perto que antes e eu sem sair de onde estava comecei a enviar-lhe energia.

Assim que comecei a enviar-lhe energia o cão foi-se embora e nunca mais voltou.

Conclusão: Três cães, cada um maior e mais escuro que o anterior e todos queriam morder-me. O primeiro era quase branco, o segundo quase castanho e o terceiro quase preto, surgiam do nada e vinham direitinhos a mim, não é estranho?

Eu estava tranquilo mas parecia que andava ali uma energia estranha a querer atacar-me. Quando enviei energia ao último cão ele foi logo embora, parecia que estava com medo de receber mais energia e desapareceu. O que quer que fosse que me queria arreliar acabou por desistir. Vou ficar mais atento...

13 setembro 2007

A eternidade é este momento, o agora...

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem, por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Fernando Pessoa

17 julho 2007

Mensagem da semana


Mensagem Mundana que o Tarot tem para você.


Ouça a voz que está em você. Aprenda a respeitar mais sua intuição. Caminhos que nos são dados pela alma não devem sofrer racionalizações da inteligência. O resultado pode ser bem diferente do esperado e, muitas vezes, nulo. Existe algo pronto que não deve ser modificado por pura especulação humana. Deixe as coisas acontecerem. A direcção não deve ser escolha sua. A alma possui a memória do que é e do que foi, você apenas a memória do que é. Pense nisso. Paz e felicidade.


Mensagem Espiritual que o Tarot tem para você.


Transformar a inspiração em jogo de inteligência rompe a comunicação subtil e impede a realização do que é justo e belo.

cigano.net

26 junho 2007

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."


Há dias a minha Mestre de Reiki fez-me uma pergunta interessante e que me fez reflectir. “O que vieste cá fazer?” Perguntou-me ela com ar de desafio, sorriso nos lábios e o ar sereno que a caracteriza. Primeiro fiquei desconcertado com a pergunta porque não tinha uma resposta concreta… Mas tentei responder, disse que com toda a certeza vim para evoluir, é esse o caminho de todas as almas, EVOLUÇÃO.
Ela sorriu e disse esta coisa fantástica; que lição aprendeste com as tuas raízes? Qual é o teu grau de felicidade e satisfação actual? Para onde queres ir e o que pretendes fazer para o conseguir? Todos nós somos como uma árvore, as raízes são a nossa família de origem, onde nascemos e o porquê tem uma razão, essa família vai influenciar-nos e mostrar algo importante para a nossa missão. O grau de felicidade que temos é o tronco, o que somos hoje, a construção que efectuámos e revela muito de nós. Os ramos mais altos são os nossos objectivos, aquilo que pretendemos realizar. E então já sabes o que vieste cá fazer?

Viemos todos aprender, ensinar, partilhar e evoluir. É esta a essência da condição humana, mas vou continuar a fazer-me esta pergunta até saber qual é a minha missão e concretiza-la.

21 junho 2007

Reiki Cartoon


Ésta é dedicada a todos os reikianos, eu amei!!! he he he

O poder da tolerância


A tolerância é a virtude pela qual mantemos o amor próprio e o respeito pelos outros.

03 junho 2007

Os 5 Princípios


Partilho convosco os 5 princípios do Reiki que poderiam ser os princípios de todos os dias de cada um de nós...
 
Só por hoje, despreocupo-me
Só por hoje, mantenho-me em paz
Só por hoje, honro todos os seres
Só por hoje, vivo e trabalho honestamente
Só por hoje, estou grato pelas muitas bênçãos recebidas

Se interiorizarmos estes 5 princípios todos os dias, com certeza seremos mais felizes e contribuiremos para um mundo muito melhor, só depende de nós.

01 junho 2007

O poder de cooperar

"O poder de cooperar é oferecer ajuda e depois seguir em frente com dignidade, sem nunca se apropriar da ajuda oferecida..."

24 maio 2007

Simplicidade


  • Hoje apetece-me escrever sobre a simplicidade… A simplicidade das coisas, da vida e do ser.
    Um destes dias de Sol, em que aproveitei a hora de almoço para dar uma voltinha a pé e apreciar o calor ainda suave da Primavera no rosto, reparei no ar apressado das pessoas que passavam por mim, nas suas feições e expressão. O ar de todos era sério e preocupado. Enquanto caminhava reparei também nas flores das ervas daninhas que cresciam junto ao passeio. Eram lindas, cheias de vida cor e alegria… Não devia ser tudo assim? Lembrei-me das palavras de Salomão sobre os lírios do campo… “ não tecem nem fiam e Deus veste-os das melhores sedas…” e na verdade aquelas flores maravilhosas nascem sem ser semeadas, crescem sem que ninguém as trate e sobressaem no meio de uma cidade de betão sem que ninguém repare nelas e nem por isso a sua beleza deixa se ser magnífica. Cores fortes, formas diversas mas sempre a harmoniosa simplicidade da vida contida em meia dúzia de pétalas e folhas. Conclui que a vida é tão simples quanto essas flores do campo que brotam entre cascalho e pedras. Para quê preocuparmo-nos se a vida simplesmente acontece, se hoje estamos aqui e amanhã… sabemos lá… O que é que realmente importa? O hoje? O agora? O que temos? Ou o que somos?

05 março 2007

A vida, os instintos e a compreensão da existência


Sempre gostei de touradas, não pelo que é em si mesma mas pelo que representa. A tourada não é apenas uma herança histórico-cultural, é uma alegoria que representa a vida. O touro representa a vida ao seu nível mais básico e os instintos de sobrevivência, e o homem que o enfrenta simboliza a astúcia do ser humano contra os seus mais básicos instintos, a supremacia da mente, da intuição, da vontade e perseverança. É no fundo um duelo entre o bem e o mal, entre a besta e a razão, entre o instinto e a intuição. O toureiro sabe que corre riscos, que qualquer distracção ou movimento em falso pode custar-lhe a vida, que o touro é imprevisível e a sua força desmedida. Ainda assim ele entra na arena com coragem, quer demonstrar a sua vontade inquebrantável de vencer. Quando olha nos olhos do touro tem medo de perder a vida, mas vai bater-se por ela com coragem.

Não é isto que acontece com cada um de nós internamente? Não queremos todos nós vencer o instinto com a razão? Sobrepor o mental ao físico? Redescobrir a essência espiritual ?

Este fim-de-semana tive um sonho interessante. Eu estava a assistir a uma tourada peculiar numa arena improvisada. Tratava-se de crianças muito jovens a fazer tropelias com um vitelinho bebé. Corriam à frente dele, faziam barulho com latas atadas a varas para confundir o bicho e gritavam bem alto. À medida que essas crianças iam crescendo perante o olhar dos adultos o vitelo também crescia transformando-se num touro robusto, mais difícil de tourear, com manhas e a chegar cada vez mais perto daqueles que o desafiam. Eu estava a assistir consciente do que a cena representava... A vida. O instinto e a razão, o medo e a coragem, a dualidade interna de cada Ser Humano. Desinteressei-me do assunto e retiro-me. Caminho sozinho num passeio mas sinto uma presença atrás de mim. Contorno um edifício apalaçado e detenho-me um pouco no portão da casa. Olho para trás e vejo um bispo que me cumprimenta cordialmente como se fosse meu velho conhecido, vem acompanhado de duas senhoras e entra no pátio da casa onde se está a realizar uma missa. Não entro e continuo o meu caminho. Ao caminhar sinto na mão direita uma dezena pela qual rezo, e na outra um terço comprido, escuro que pende da cintura tal como os franciscanos o usam preso no cordão com que cingem o hábito. Sigo em frente e encontro uma varanda sobre o mar. No mar mesmo em frente à varanda onde me encontro está uma estátua de Santo António enorme, bem esculpida e pintada à cor natural. O mar era verde e não tinha ondas. Não corria uma aragem e eu olhava deslumbrado para a estátua que se erguia no meio do mar. Quando estou a apreciar a escultura reparo nas vestes que cobrem o Santo. É um hábito castanho de franciscano, com motivos dourados ao estilo da estatuária do séc. XVIII. Foco a minha atenção nos motivos dourados que a um olhar desatento parecem flores-de-lis ou algo semelhante e reparo no simbolismo. Os dourados do hábito franciscano são mandalas dispostas em cruz, quatro ou cinco não sei precisar com certeza, mas a do meio continha um touro que representava a vida e nas seguintes os pontos fulcrais da das 2ª, 3ª , 4ª e 5ª audição. Estavam representadas orelhas com pontos bem marcados. Que eu podia ouvir com outros ouvidos e escutar o meu eu interior e tudo o que necessitasse. Estavam representadas também vários tipos de árvores com a forma das copas diferentes umas das outras e que representavam as varias formas de enraizamento e conexão com a energia universal que nos alimenta o corpo físico e a alma. À medida que os meus olhos contemplavam o simbolismo destas representações eu sorria para comigo fascinado com a simplicidade das verdades reveladas...

Acordei em paz, com a vaga sensação de saudade, e a lembrança parcial do que vi reflectido nos símbolos que me foram mostrados.

Obrigado

01 março 2007

Perdidos e Achados


"Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma"

Francisco Buarque de Holanda
.

22 janeiro 2007

Tempo para parar e recordar


Há dias em que acordamos super enérgicos em que queremos fazer tudo, e outros em que estamos nostálgicos e não sabemos bem por onde começar nem o que fazer.
Tenho-me sentido assim. Ora enérgico, ora nostálgico, num movimento oscilante a um compasso rítmico de compensação entre os dois estados de espírito.
O tempo passa devagar e não vejo caminho feito. Sinto-me desanimado com isso e pergunto-me porquê? Porquê a sensação do quase?
Na semana que passou senti na pele, de forma mais marcada esta oscilação de temperamentos mas com resultados semelhantes.
Queria despertar do marasmo, queria começar coisas novas, procurei em todo o lado calendários de cursos, actividades e palestras sobre os meus temas de interesse, queria começar tudo já!! No final o sentimento de frustração. Todos os cursos que me interessam estão previstos para 2007 mas sem data marcada... Astrologia, homeopatia, reflexologia, Reiki etc. etc. etc. RAIOS!!! Será possível que está tudo parado ou em stand by? O que é que eu estou a fazer mal? O que deveria estar a fazer e não faço? Onde buscar a informação que não encontro? Depois da frustração volta o estado de nostalgia...
Não é assim tão fácil fazer-me desistir, podem tentar, mas fica o aviso. Não vai ser fácil!
Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, porque o que tem que ser tem muita força.
É tempo de recordar e fazer uma revisão de conhecimentos, cimentar o que já sei e praticar, praticar, praticar!!! Água mole em pedra dura, trará os resultados que pretendo...
Comecei por voltar um pouquinho atrás, reler alguns dos textos que já escrevi, relembrar o que já vivi, os passos que já dei, as lições que já recebi.
Fiquei admirado com algumas coisas, já não me lembrava de outras, e senti-me melhor comigo mesmo.

Às vezes a melhor solução é parar para recordar, voltar atrás e refazer o percurso, reencontrar o que se perdeu no caminho, fortalecer-nos. A solução mesmo à frente dos meus olhos... Tudo bem, tudo tem o seu tempo e ritmos próprios. Saber esperar também é uma virtude, há que ter paciência para que chegue o momento certo.

Que assim seja, que assim se faça.

25 dezembro 2006

Mensagem de Passagem de Ano


Mensagem Mundana que o Tarot tem para você:

Quando se sabe o que se quer e se deseja o que se sabe, a vitória é a coroação de nossas pretensões. O resultado final é uma total, positiva e definitiva mudança em nossas vidas. Este é um destes momentos. Paz e Felicidade.

Mensagem Espiritual que o Tarot tem para você:

A conquista da Potência Mágica está destinada àqueles que se aventuram na Luz Astral com sabedoria e determinação.

Rahdhai

20 dezembro 2006

O que é ser "poeta" ?

Ser "poeta" é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca




Imagem: Alfred Gockel

P.S. - Coloquei a palavra ser "poeta" entre aspas propositadamente para que possamos substitui-las por ser “Amor”, “Deus”, “Alegre”, “Feliz”, “Louco”, o que quisermos... Para reflectir-mos no poema, nas substituições e na vida. Florbela Espanca revela neste poema o que sempre procurou, mas mostra também a resposta para a sua busca. Será que se encontrou a si mesma? Ou escutou a sua alma a gritar-lhe a resposta aos seus anseios e escreveu-a sem nunca ter coragem de coloca-la em prática?... Teremos nós essa coragem?


18 dezembro 2006

Sobre o Prazer


"O prazer é uma canção de liberdade, mas não é liberdade. É o desabrochar dos desejos, mas não é os seus frutos. É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto. É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda. Sim, na verdade o prazer é uma canção de liberdade. E bem gostaria que a cantássemos com todo o coração; No entanto não percamos os nossos corações nos cânticos. Muitos procuram o prazer como se isso fosse tudo,... Eu não os julgaria nem puniria. Gostaria porém que empreendessem na busca, pois eles encontrarão prazer, mas não só...
Alguns recordam os prazeres com remorsos, mas deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma colheita no verão.
Quem pode ofender o espírito? Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das estrelas? E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento? Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negarmos a nós mesmos o prazer, estamos a ocultar o desejo nos recônditos do nosso SER. Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã? Até o nosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá desiludido.
O nosso corpo é a harpa da alma, e é a nós que compete extrair dela uma doce melodia ou sons confusos.
E no nosso coração perguntamos: Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor. Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha, pois para a abelha a flor é uma fonte de vida, e para a flor a abelha é mensageira de amor. E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase.”

Khalil Gibran in “O profeta”

14 dezembro 2006

Sobre o auto-conhecimento


" A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas."...

Khalil Gibran

12 dezembro 2006

Novamente o caminho...



Nestas últimas semanas tenho escrito sobre este assunto devido às recentes mudanças que ocorreram na minha vida e consequente redefinição dos objectivos e do percurso a seguir.
Fiquei feliz por ter redescoberto o caminho e saber afinal o que tenho a fazer para alcançar os meus objectivos.
Depois de toda esta etapa de reestruturação vem parar-me às mãos um pequeno livro que abri ao acaso e onde me deparo com a seguinte frase:

“Nunca é tão fácil perder-se como quando se julga conhecer o caminho”

Fiquei completamente atordoado com o alcance do velho provérbio chinês e a verdade que ele contém. Quais são as probabilidades que depois de tudo me viesse cair nas mão um aviso desta importância? Reflecti e conversei com uma amiga sobre o assunto. De facto no caminho existem variadíssimos desvios, atalhos e distracções e é necessário estar atento. Foi isso que o mestre nos aconselhou : Orai e vigiai! O aviso não poderia ter chegado em melhor altura. Vou ficar mais atento e vigilante...

07 dezembro 2006

A solidão, o grande relógio e a viagem...


Imagem: Relógio Astronómico de Praga

Ontem à noite ao ver uma reportagem no telejornal sobre a solidão, vi-me confrontado com uma das situações mais difíceis de suportar e que é a realidade de muitos milhares de pessoas no mundo mas também no nosso país, quer nas grandes cidades quer no espaço rural. No decorrer da reportagem uma das entrevistadas com 102 anos contava a sua história. Viúva, sem filhos, vivia sozinha há já 50 anos. Tinha dificuldades de locomoção, sobrevivia sem sair à rua com a ajuda de uma vizinha, dizia já estar habituada e concluiu o relato dizendo que apesar da solidão não tinha pressa em fazer a “viagem”... Dei uma risada com gosto pela maneira como a frase foi dita! A expressão daquela senhora ficou-me na cabeça.

“Não tenho pressa em fazer a viagem!”

Na série “Entre vidas” que passa na SIC em contraposição ouvi uma outra concepção para o envelhecimento, solidão e a viagem. Uma senhora idosa num lar de terceira idade dizia à neta que se sentia muito bem no Lar, que não se preocupava com nada, as pessoas eram simpáticas, tratavam de tudo e ainda apareciam de vez em quando uns cavalheiros muito bem parecidos. Perante a preocupação da neta que insistia em querer levá-la para casa ela responde que não. Que já tinha muita idade, que o mundo é um grande relógio que nunca pára, que sabia o tempo que lhe restava e que aguardava a hora de poder fazer a viagem...

Fiquei pensativo e comparei as duas situações. Ambas com idade avançada, tinham vivido o seu tempo, tinham feitos escolhas, seguiram o seu caminho e com o tempo a esgotar-se têm perspectivas diametralmente opostas.

Uma vive feliz com a situação que tem, sabe que o relógio não pára que a viagem está marcada e aguarda a hora de poder partir em paz, a outra sente na pele a solidão, depende da boa vontade dos vizinhos para quase tudo e mesmo depois de um século de vida não está preparada para enfrentar a morte.

Acho que a diferença destas duas histórias está na vivência espiritual de cada uma delas. Quando alguém vive a espiritualidade de forma sã e consciente não receia a morte, porque a morte é uma passagem... passagem para um nível superior de consciência onde a aprendizagem que fazemos na terra produz realmente os seus efeitos.

Quem faz o percurso certo vive o seu tempo tranquilamente e sabe que não está só!

05 dezembro 2006

Definir o caminho


Por vezes a vida quer dizer-nos qual é o nosso caminho e nós teimamos em não querer escutar. Fingimo-nos ocupados, distraídos, pensamos que podemos vencer algumas contrariedades e ultrapassar as dificuldades do caminho errado. Acontece porém que o fardo do caminho errado vai-se avolumando até ficar demasiado pesado e vai chegar o dia em que vamos olhar em frente e damos conta que estamos no meio de uma encruzilhada que nos leva por caminhos pedregosos, impossíveis de fazer com o peso que transportamos. É nesses momentos que atingimos os nossos limites, e uma simples palavra faz com que o clic aconteça, dizemos BASTA!

Primeiro vem a turbulência provocada pela viragem abrupta do nosso destino, depois pomos as ideias em ordem, definimos o que queremos e mais importante que isso, definimos aquilo que não queremos, tomamos decisões e quando isso acontece a vida volta a sorrir-nos como que a dizer “Agora sim encontraste o caminho que te tenho tentado mostrar...”

Depois das decisões tomadas faz-se luz no nosso espírito e tudo fica mais claro, o caminho afigura-se aprazível, deixamos o fardo para trás e voltamos a caminhar com segurança. À medida que isso acontece as portas vão-se abrindo, encontramos as respostas certas, oportunidades de crescer e as pessoas que nos podem abrir horizontes. Não há coincidências. O aprendizado passa pela experiência e eu não vou esquecer esta lição!

Agora que defini o caminho olho para o mundo, para os outros e para mim de maneira diferente. Sinto as coisas de forma mais carinhosa, mais simpática, mais curiosa mais pura. Sinto a energia dos outros, da natureza, do Universo e de Deus, pergunto-me mais vezes como, quando, porquê... Onde posso fazer a diferença? Que contributo posso eu dar na construção da grande obra?

Ser feliz, vibrar na sintonia dessa felicidade maior, liquidar o meu Karma através da aprendizagem e transmitir aos outros essa força interior chamada AMOR!

03 dezembro 2006

Ai que me doi tanto!



Há pessoas que seguem o mesmo padrão ano após ano sem conseguirem fazer o aprendizado de "quiron". Relação após relação, atraem o mesmo tipo de pessoas; sim isso mesmo, aquelas que a fazem sofrer, desesperar, despedaçar o coração e morrer aos pouquinhos.

Nessa caminhada as pessoas colocam a pergunta: meu Deus que mal fiz eu para atrair sempre a mesma coisa!?

Deus se respondesse diria algo como: só tu sabes porque teimas ir sempre nesse caminho quando eu já te revelei tudo. Sê paciente...

Na verdade esse padrão serve para expiar culpas. Culpas???? Sim... pela 4ª 5ª ou 8ª vez, uma pessoa fez-te passar pela mesma situação, porquê?

A resposta fácil: são todos iguais e tu é que estás desencontrada neste mundo.

A resposta correcta: A ilusão de que tens que sofrer esse tipo de padrão é que te faz permanecer nesse caminho. A ilusão que tens que sofrer o bastante para pagar uma culpa que nem tu mesmo sabes bem qual é. A ilusão, ilusão e ilusão... Perdoa-te por não seres igual e vê que podes mesmo ser feliz. Como? Deixa de controlar os outros para que caminhem todos no teu caminho, no mesmo ritmo, no mesmo horário e com as mesmas vivências.

Recorda-te, a dor se a vivenciares bem é ilusória, vem de fora para dentro porque tu não preenches o teu interior com as TUAS COISAS, e sim queres viver as coisas dos outros.

Quiron abdicou da sua imortalidade, tu só tens que abdicar da tua ilusão de controlo e dependência.

Dor e liberdade

É conhecida a história mitológica de Quiron, filho de Saturno e de uma ninfa, que um dia é acidentalmente ferido por Hércules. Quiron é imortal logo a sua ferida transforma-se num tormento diário, um caminho de aprendizado onde o objectivo é o domínio sobre a obscuridade interior.

Todos nós temos algo de Quiron, uma ferida que ou nasce connosco ou nos é provocada por terceiros;

- mágoas, ressentimentos, ódios, amores mal curados, solidão, vazio, incompreensão, ausência de objectivos, inferioridade, ansiedade, necessidade de amor... (poderia continuar)

Acontece que Quiron farto de sofrer, resolve trocar a sua imortalidade pela vida de Prometeus.

O seu sacrifício liberta-o...

Quantos de nós não fazemos diariamente este percurso!? Levando as costas as nossas feridas, procuramos alguém com que nos possamos sacrificar, trocar a vida pela liberdade e ausência de sofrimento, porém não o conseguimos fazer, porquê?

Porque Quiron ao sacrificar-se esqueceu-se que era Prometeu que deveria ser castigado, era ele que devia passar pelo seu aprendizado.

Assim todos nos vivemos esta relação Quiron-Prometeus. Um quer-se sacrificar e o outro acarreta culpas em si. Quem opta pelo papel de Quiron, age como salvador, curador, pai ou mãe. Quem age como Prometeus anseia ser poupado da morte, mas leva consigo uma necessidade de ser castigado, maltratado, ferido até que a sua morte também aconteça.

Um dia acontece algo imprevisto, Prometeus torna-se Quiron, expia as suas culpas e também ele sacrifica a sua vida em favor de outro. De culpado passa a salvador...