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06 dezembro 2012

O tantra não é sexo!

Sexo é apenas uma parte da equação, tudo o resto é o que faz do sexo um ritual sagrado, essa é a grande diferença, o sexo por sexo deixa o vazio existencial que nos leva a procurar o próximo parceiro e mais sexo, no tantra encaminha-se a energia sexual, primitiva, vulcânica, arrebatadora para os canais energéticos que permitem que a pessoa se mantenha numa vibração elevada e magnética sem desperdiçar a energia que se cria no acto sexual.
O tantra trabalha com a kundalini que desperta a energia vital que nos alimenta, nunca nos esqueçamos que e todos os seres são feitos de energia  a diferentes níveis de vibração.


No corpo físico existem 3 canais energéticos principais e centenas de outros canais, chamados meridianos, sob os quais existem dezenas de pontos energéticos a que se chama chakras (Existem os 7 chakras principais e dezenas de outros chakras / pontos energéticos bem conhecidos da medicina chinesa, acupunctura e ayerdeda)
O canal principal liga o chakra raiz à coroa e liga os 7 chakas principais entre si. A raiz liga-nos ao planeta terra e a esta encarnação, enquanto que a coroa nos liga ao universo e ao divino, à fonte inesgotável de energia vital. Os dois canais paralelos a este sistema principal estão intimamente ligados à kundalini, energia primordial, básica e de grande poder que está adormecida em todos os seres humanos.
Esta energia pode ser despertada de varias formas, a mais usual e subconsciente é através do acto sexual em si, por isso a atracção sexual é primitiva e instintiva. No acto sexual a kundalini desperta e começa a furar, descobrir, desbravar, desentupir o canal energético que do local em que se encontra adormecida entre o 1º e o 2º chakra, sobe até à coroa para percorrer o caminho descendente até à raiz.
Mas por o acto sexual ser tantas vezes uma “coisa rápida” e egoísta, tendo em vista apenas a satisfação momentânea a energia desperta sem conseguir subir plenamente activando o dito circuito energético.
Por isso existem exercícios ensinados no yoga, (especialmente tantra yoga) e no Reiki que permitem que a pessoa leve essa energia até à coroa, para depois fazer descer essa mesma energia até ao chakra raiz pela via descendente, a 3ª via paralela ao sistema central. Só quando a energia que desce até à raiz volta a ascender ao 2º chakra é que o sistema (circuito energético) está completo. Com estes exercícios de kundalini chega-se a um estádio em que se fica livre da compulsão sexual, podendo viver a sexualidade de forma consciente e em harmonia e equilíbrio com o amor universal, pois a compulsão sexual é responsável por grande parte dos “disparates” cometidos ao longo da história da humanidade.
Esta é a importância do Sexo Sagrado, canalizar a energia sexual e usufruir dos seus benefícios é o milagre da consciência, equilíbrio e conexão com o universo.
Fazia-me imensa confusão quando os “gurus” diziam nos livros e conferencias que é necessário fazer subir a energia sexual até ao coração… mas nunca explicavam como, criando uma aura de mistério. Parecia-me uma coisa totalmente impossível de fazer, juntar meditação ao acto sexual ao mesmo tempo... Fazer “subir” a energia dessa forma parecia uma coisa totalmente fora de alcance…
Com o III nível de Reiki descobri a verdadeira kundalini ao aprender a posição “Hui Yin” que nos revela que a kundalini é um sistema cíclico (fechado, mas com pontos chave de acesso) e pensei... ah ah aqui está o segredo da coisa, depois cruzei-me no caminho do tantra e aprendi “O exercício” mais poderoso no despertar da kundalini e a forma mais fácil de completar o sistema / ciclo energético e foi só depois disso percebi para que é que servia um exercício semelhante que tinha aprendido no yoga… fez-se luz! De facto yoga, tantra e Reiki andam de mãos dadas, todos falam da mesma coisa, canalização de energia, bem-estar e equilíbrio, pois quando a energia pára de fluir surge a doença e é por isso que na medicina chinesa através da acupunctura se colocam as agulhas no sítio exacto onde se criou o bloqueio que impede o fluxo energético, para que a energia estagnada possa ser libertada e o sistema possa voltar a fluir livremente… E é precisamente isso que se faz num tratamento de Reiki, e também é esse fluxo energético que se activa no yoga.

Aqui fica o exercício revelação, energia pura, tantra no seu esplendor:

A energia sexual concentra-se sobretudo nas coxas e nádegas e para que esta concentração se dê a nível físico o exercício faz-se da maneira mais simples.

A pessoa mantêm-se de pé com os joelhos semi flectidos, pernas abertas à largura dos ombros, pés direitos imóveis, bacia ligeiramente para trás, de forma a que a coluna fique direita. O corpo fica sem se mexer e evita-se qualquer movimento. A respiração faz-se pela boca e o exercício dura entre 35 a 40 minutos. O segredo do exercício é procurar manter sempre uma posição em que as coxas estejam em permanente tenção / desconforto. Essa tenção vai permitir que a energia comece a despertar / circular de forma que após os primeiros minutos começamos a ter espasmos, movimentos totalmente involuntários, perdemos controlo dos reflexos e o corpo parece descontrolado. Preparem-se para suar… uma música de fundo também ajuda.
Ao terminar os 40 minutos devem erguer-se muito lentamente e ficar uns instantes com as pernas direitas e apenas sentir o corpo. Depois procurem uma posição confortável deitada e recuperem o fôlego.


Este exercício pode fazer-se individualmente ou a pares, de preferência homem-mulher para que se possa trabalhar a energia feminina e masculina em cada elemento do par formado (independentemente da orientação sexual de cada um, uma vez que todos nós temos energia feminina e masculina em si mesmo independentemente de se ser Homem ou Mulher). Quando se faz o exercício a dois deve manter-se o contacto visual permanente bem com a respiração pela boca. Embora o exercício seja eito a pares, o trabalho de cada um é individual.

Desejo a todos um óptimo exercício e uma Boa Jornada.
Bem hajam!


20 novembro 2006

Isso e sexo..não teimes comigo, é amor!


Jogo de carícias, beijos, frases feitas, olhares sedutores, gosto disto e daquilo, faz-me assim e assado....ai tão bom ...ai tão bom e....FIM.

Acabou...cansado, exausto, de olhar ainda sedutor...

Durante esse tempo o Homem serviu como fogo e a mulher como lenha ao que o diabo se limitou a atear dando a ilusão de paixão, entrega e caminho de um futuro incerto.

Que bom...vamos repetir?

Não, não vamos....hã? o quê?

Aí o o ser recorda quem é, matéria que precisa de ser refinada, transmutada em algo mais puro.

Hum...quer dizer que vamos deixar de fazer sexo e ter prazer!?


Falaste bem, vamos deixar de fazer sexo mas vamos reaprender a ter prazer.

Sexo sagrado...algo que poucos querem experimentar porque isso obriga a conectar o ser com a sua realidade interior, os medos, as angustias de ser rejeitado, de até e quiçá terminar logo ali a relação. Porém o tesouro alquimico desta transmutação revela um caminho de entrega e ligação, em que os parceiros deixam de ser o Duo para ser o uno, em que ying yang, terra e céu se une, em que as vontades individuais se fundem num prazer alucinatório....na verdade... onde o amor toma as rédias do animal instintivo que há em nós.

Não me digas que já me amas?

Sim, mas não da forma como julgas, amo o ser interno que há em ti, tudo aquilo que és, porque vejo para além da tua mascara e do teu jogo.

12 julho 2005

Sexo Sagrado

Dias houve em que o sexo era entendido de forma diferente da que conhecemos hoje, a mulher era vista não como objecto de desejo mas como divindade e desempenhava o papel da deusa.
A deusa da fertilidade, da terra, da vida… o sexo era sagrado e aproximava os homens de Deus.
Até a história da prostituta teve os seus dias de glória redentora.
Na antiga Babilónia todas as mulheres eram obrigadas pelo menos uma vez na vida, a ir ao templo da deusa Ishtar e entregar o seu corpo a um desconhecido por um preço simbólico. Depois desta oferta a deusa redimi-la-ia e confiar-lhe-ia os seus segredos e desígnios.
Durante o Império Romano a deusa Vesta exige a virgindade total ou a entrega total e para manter a sua chama acesa as sacerdotisas do seu templo iniciavam jovens e reis no caminho da sexualidade oferecendo o seu êxtase ao universo e à divindade.

Era a história da mulher divinizada qualquer que fosse o seu nível de educação, poder ou estatuto. A história do sexo sagrado que aproximava a humanidade do Criador. A história da dança das almas em torno do amor.


Cântico à deusa Ishtar

Quando estou sentada à porta de uma taberna,
Eu Ishtar, a deusa,
Sou prostituta, mãe, esposa, divindade.
Sou o que chamam vida
Embora vocês chamem morte.
Sou o que chamam Lei
Embora vocês chamem Marginal.
Eu sou o que buscam
E aquilo que conseguiram.
Eu sou aquilo que espalharam
E agora recolhem os meus pedaços.

23 maio 2005

Sexualidade



Há já algum tempo escrevi acerca da vivência da espiritualidade nos dias de hoje e do como ela é tantas vezes condicionada pelos padrões errados que desde sempre nos foram impostos relativamente à sexualidade.
Dizia eu que o sexo faz parte da nossa vida material, que devíamos viver a nossa sexualidade sem preconceitos nem culpas, e que podíamos e devíamos viver a sexualidade a par com a espiritualidade. Se nos dá prazer e não prejudica moral, emocional nem fisicamente nenhuma das partes envolvidas, então é porque é bom! Até aqui tudo bem, nada de novo, subscrevo inteiramente tudo o que disse, mas gostaria de acrescentar algumas palavras a este respeito.
É certo que quando somos jovens adolescentes tudo nos fascina tudo é novo, existem novos prazeres a cada virar de esquina, cada um mais apelativo que o anterior, e queremos experimentá-los a todos. Não fora os preconceitos e estigmas sócio-familiares e quereríamos explorá-los todos em simultâneo, e retirar o máximo prazer que a vida nos oferece. O sexo é um dos prazeres mais apelativos, se não o mais apelativo de todos nesta e em todas as idades, e é precisamente sobre este apelo que quero falar.
A princípio queremos descobrir tudo, explorar todas as possibilidades para depois repetir até à exaustão as experiências mais gratificantes, mudar de parceiros e redescobrir novas formas, abordagens e corpos na busca incessante de mais e mais prazer.
Este ciclo vai repetir-se mais ou menos vezes, mas vai chegar o momento em que vamos ser mais exigentes, e o ciclo é rompido pelo sentimento vazio do sexo pelo sexo, sem amor, sem partilha, sem cumplicidade, e descobrimos que a plenitude da nossa sexualidade só é alcançada quando é vivida na vibração do amor.
A partir desse momento iniciamos a busca da paixão, do amor, da felicidade que nos completa e nos faz viver de bem connosco próprios, com a vida e com todos os que nos rodeiam.
O amor é a ponte que liga o sexo à espiritualidade, mas para o compreendermos temos que viver e fechar o ciclo da experimentação.
Desta forma não restarão dúvidas nem olharemos para trás...
Rei Sapo