29 setembro 2005

“O Amor é cego e louco”

A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs: Vamos brincar de às escondidas? O que é isso? - perguntou a Curiosidade. É uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar. Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça. 1,2,3,...a Loucura começou a contar. A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, porque não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam-se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava nos noventa e nove. CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar... A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou: Onde está o Amor? Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas. Hoje, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre.
Encontrei esta história romanceada na net e não pude deixar de sorrir para mim mesmo a pensar no velho ditado “O Amor é cego louco”. A verdade cientifica porém, é outra. Se é que se pode provar cientificamente alguma coisa que tenha a ver com o amor. Um estudo publicado por cientistas revela um pouco mais sobre a natureza humana. Diz o estudo que a paixão é um estado de espírito e hormonal que deixa os amantes num êxtase inconsciente, que faz com que aos olhos de quem está apaixonado tudo pareça perfeito, idílico, realizável! Este estado de espírito alterado é provocado pelas feromonas e tem um prazo de duração efémero. Segundo os cientistas dura cerca de dois anos e é um estratagema da mãe natureza para fomentar a procriação da espécie. Nesse período de dois anos há a empatia entre o casal, gravidez, e um período mínimo para assegurar que o novo ser sobrevive. A partir desta data o estado de paixão entra numa curva descendente até desaparecer fazendo muitas vezes com que o casal se separe. Mas o objectivo, esse foi atingido! Dizia também o artigo que este estado alterado de consciência a que chamamos paixão é muitas vezes confundido com o amor, que é construído com base na amizade, companheirismo, compreensão e história em comum. É também por causa dessa confusão de sentimentos que muitas pessoas estão eternamente em busca do Amor porque esperam alcançar o estado permanente da paixão, quando esse estado permanente não existe. A explicação científica parece-me lógica, mas no fundo no fundo continuo a preferir o ditado popular “O Amor é cego e louco” ou a história floreada da loucura...

10 setembro 2005

Cura no templo de karnak




Energia canalizada numa vibração superior à do Reiki. Com os níveis anteriores do Reiki, você se conectou a uma parcela da Força Cósmica Universal, tornando-se um canal da cura energética dos corpos: FÍSICO - MENTAL - ESPIRITUAL. Para se tornar canal de Seichim / Sekhem é necessário obter o Nível III A de Reiki. Nos níveis de Seichim / Sekhem você irá tornar-se um curador da Alma, restabelecendo a energia espiritual, para o encontro das Chaves do Universo. História Seichim / Sekhem vem dos primitivos Templo do Antigo Egito, e é atualmente denominado como Cura Egípcia, tendo a conotação de " PODER", força, mas sempre com uma conotação espiritual. A energia do Sekhem proporciona queimar energias densas, podendo ser dirigido através do elemento VONTADE, e em razão do seu poder elas precisam ser utilizadas com consciência e responsabilidade, uma vez que são ativadas pela forma do pensamento, considerada também como o Poder dos Altos Sacerdotes do Egito, AtLântica e Lemúria. Esta energia difere do Reiki e das outras energias, com relação ao seu Poder de Abrangência, uma vez que ela atua na metade do tempo do Nível III A de Reiki, permanecendo a sua atuação por um longo tempo, trabalhando sempre em níveis mais profundos: Nível da Alma, portanto é uma progressão natural ir do: Reiki - Seichim - Sekhem. A história do Seichim / Sekhem remonta ao Sacerdócio Agnóstico do Antigo Egito, onde era utilizado como um sistema de cura. Muito tem se definido uma conexão desta energia com o templo de Karnak, um lugar de ensinamento, também denominado: Escola de Mistérios do Antigo Egito. O significado da Palavra SEKHEM, tem as mais variadas traduções como: O poder dos Poderes; Poder Divino; O Poderoso; O Fortalecedor; O que Prevalece; Potência, etc. O Hieróglifo SEKHEM, é atribuído a Pai Imhotep, a santíssima trindade do Egito: Isis, Osíris e Hórus e a Deusa do"SA" Sekhmet.

04 setembro 2005

Karma

Image title : The Cycle of Samsara
Hoje em dia muitos de nós questionam a possíbilidade da dor e sofrimento ter raízes profundas no passado, meditando sobre isso, recordei:

4ª lei do Karma: QUEM NÃO TEM COM QUE PAGAR, PAGARÁ COM DOR E SOFRIMENTO.
Ao que parece existe um conta corrente junto dos senhores do Karma, acções positivas = saldo positivo, accões negativas = saldo negativo a ser pago vida após vida até voltar a positivo.

Uma das muitas formas de ganhar saldo é aceitar a vida, senti-la com alegria e passar essa sensação e liberdade ao maior número de pessoas.

Todos temos forma de pagar, nem que seja estender a mão ou sorrir a quem precisa, pouco a pouco tudo se tornará positivo

10 agosto 2005

Causa e efeito

Em todas as tradições iniciáticas é pedido aos discípulos para vigiarem os seus desejos, sentimentos e pensamentos, é-lhes dito que ao se depurarem das suas condições mais instintivas, elevam-se e retorna até si os mais sublimes pensamentos.

Todo aquele que se auto inicia no mundo mágico, esquece sempre uma das suas leis fundamentais, o poder do retorno, a causa-efeito inerente ás acções e pedidos efectuados.

Julga ele que muitas práticas, orações, mezinhas, trabalhos encomendados lhe trazem a libertação dos males da vida, o erro começa precisamente aqui.

O erro está na tentativa de manipular as energias que são essenciais ao aprendizado, na tentativa de colocar outros a percorrer o mesmo caminho, a amar-nos, ou então a afastar aqueles que “julgamos serem nossos inimigos”. Assim o discípulo entrega-se à preguiça e vende a sua natureza precisamente aquilo que deseja combater. Esquece que há uma co-autoria e atracção para aquilo que se combate, e o poder de evolução que deriva das provas ultrapassadas.

Antes de encomendar trabalhos, fazer mezinhas e afins, reparem antes se o agente prejudicial não reside exactamente dentro de nós.

04 agosto 2005

Amas-me?


Sobre o amor....

Ontem escutava uma amiga sobre a sua perda amorosa. Barafustava sobre tudo o que tinha dado; afecto, carinho, tempo atenção etc. chorava compulsivamente, sentia-se traída nos seus sentimentos mais internos...
Questionei sobre se cada vez que dava estava à espera de retorno,
se cada vez que dava não ficava mais feliz.

Não é fácil o amor incondicional, aquele que flui sem a ãnsia da devolução, porém e após algumas chagas no nosso coração, apreendemos que é esse amor que nos salva e torna a vida mais rica ao qual o retorno é um amor sem precedentes.
O conselho à amiga foi deixar fluir e recordar o passado como um tempo de entrega, e que a resposta devida seria dada no dia em que deixasse de manipular as coisas à sua maneira.

29 julho 2005

Dragão Alado



Em todas as tradições populares, nos contos e mitologias, encontra-se a imagem da serpente ou do dragão, cujo simbolismo é quase idêntico em todas as culturas. Historias sem conta falam de um dragão que raptou uma bela princesa inocente e pura, que mantém prisioneira num castelo. A pobre princesa chora, padece e suplica ao Céu que lhe mande um salvador. Mas, uns após outros, os cavaleiros que se apresentam para a libertar são sempre vencidos pelo dragão, que se apodera das suas riquezas, que vai empilhando nos subterrâneos do castelo. Até que um dia aparece um cavaleiro mais nobre, mais belo e mais puro do que os outros, ao qual um mago tinha revelado o segredo para vencer o dragão: qual o ponto fraco, em que momento e de que maneira poderia ser encurralado e ferido... E eis que este príncipe privilegiado, bem armado e bem instruído, consegue a vitória: liberta a princesa, e que doces beijos eles trocam! E todos os tesouros guardados desde há séculos no castelo pertencem agora a este cavaleiro, a este belo príncipe que saiu vitorioso do combate, graças aos seus conhecimentos e à sua pureza. Por fim, ambos montados sobre o dragão, que o príncipe conduz, voam pelo espaço e percorrem o mundo. Estas histórias que, regra geral, são consideradas como contos para crianças, na realidade são contos iniciáticos, mas para se poder interpretá-los, é necessário conhecer a ciência dos símbolos. O dragão não é outra coisa senão a força sexual. O castelo é o corpo do homem. No Castelo, suspira a princesa, isto é, a alma, que a força sexual mal controlada mantém prisioneira. O cavaleiro é o ego, o espírito do homem. As armas de que este se serve para vencer o dragão representam os meios de que o espírito dispõe: a vontade, a ciência para dominar essa força e poder utilizá-la. Assim, uma vez dominado, o dragão torna-se servidor do homem, servindo-lhe de montada para dominar o espaço. (...)

Omraam Mikhael Aivanhov in “A força sexual ou o Dragão alado”

27 julho 2005

Guerreiro da Luz


“Os guerreiros da luz, de vez em quando, crêem-se indignos de qualquer bênção ou milagre.
Os guerreiros da luz, com frequência, interrogam-se sobre o que fazem aqui. Muitas vezes acham que as suas vidas não têm sentido. Por isso são guerreiros da luz.
Porque erram. Porque interrogam.
Porque continuam a procurar um sentido.
E acabarão por encontrá-lo.”

Paulo Coelho in “Manual do Guerreiro da Luz”

Imagem: Arcanjo Miguel, Príncipe dos Exércitos Celestes

(Ícone Bizantino)

21 julho 2005

A Importância da Alegria

“Uma boa festa limpa o astral de toda a gente que está a participar; mas é muito difícil acontecer porque bastam apenas algumas pessoas para estragar a alegria comum. Essas pessoas julgam-se mais importantes do que as outras, são difíceis de agradar, acham que estão ali a perder tempo, porque não conseguiram comungar com os outros. E acabam por experimentar uma misteriosa justiça: geralmente saem carregadas com as larvas astrais expulsas das pessoas que souberam unir-se aos outros. Lembrem-se que o primeiro caminho directo até Deus é a oração. O segundo caminho directo é a alegria.”

Paulo Coelho in “Brida”

Quase


Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!


(Luís Fernando Veríssimo)

15 julho 2005

Pausa

"Vozes, vozes. Ouve, meu coração, como outrora apenas
os santos ouviam, quando o imenso chamado
os erguia do chão; eles porém permaneciam ajoelhados,
os prodigiosos, e nada percebiam,
tão absortos ouviam. Não que possas suportar
a voz de Deus, longe disso. Mas ouve essa aragem,
a incessante mensagem que gera o silêncio.
Ergue-se agora, para que ouças, o rumor
dos jovens mortos. Onde quer que fosses,
nas igrejas de Roma e Nápoles, não ouvias a voz
de seu destino tranquilo? Ou inscrições não se ofereciam,
sublimes? A estela funerária em Santa Maria Formosa...
O que pede essa voz? a ansiada libertação
da aparência de injustiça que as vezes perturba
a agilidade pura de suas almas."

RAINER MARIA RILKE

14 julho 2005

Arte de ser

Já dizia André Gide que as coisas mais belas são as que a loucura sopra e que a razão escreve.

Sejamos um pouco loucos...

12 julho 2005

Mensagem Espiritual

"Aquele que acredita que com ações tresloucadas, inconscientes e sem o devido equilíbrio vai conseguir o triunfo, descobrir a verdade que gera a vida espiritual e a verdadeira luz, só arma contra si os adversários invisíveis. "

Rahdhai

Sexo Sagrado

Dias houve em que o sexo era entendido de forma diferente da que conhecemos hoje, a mulher era vista não como objecto de desejo mas como divindade e desempenhava o papel da deusa.
A deusa da fertilidade, da terra, da vida… o sexo era sagrado e aproximava os homens de Deus.
Até a história da prostituta teve os seus dias de glória redentora.
Na antiga Babilónia todas as mulheres eram obrigadas pelo menos uma vez na vida, a ir ao templo da deusa Ishtar e entregar o seu corpo a um desconhecido por um preço simbólico. Depois desta oferta a deusa redimi-la-ia e confiar-lhe-ia os seus segredos e desígnios.
Durante o Império Romano a deusa Vesta exige a virgindade total ou a entrega total e para manter a sua chama acesa as sacerdotisas do seu templo iniciavam jovens e reis no caminho da sexualidade oferecendo o seu êxtase ao universo e à divindade.

Era a história da mulher divinizada qualquer que fosse o seu nível de educação, poder ou estatuto. A história do sexo sagrado que aproximava a humanidade do Criador. A história da dança das almas em torno do amor.


Cântico à deusa Ishtar

Quando estou sentada à porta de uma taberna,
Eu Ishtar, a deusa,
Sou prostituta, mãe, esposa, divindade.
Sou o que chamam vida
Embora vocês chamem morte.
Sou o que chamam Lei
Embora vocês chamem Marginal.
Eu sou o que buscam
E aquilo que conseguiram.
Eu sou aquilo que espalharam
E agora recolhem os meus pedaços.

Hino à Mulher

Dedico este post a ti Silvana, e a todas as mulheres que se querem compreender e são incompreendidas, que se procuram e não se encontram, que se querem afirmar e são subestimadas, que na subjugação dominam…

A Ísis e a todas as mulheres

Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnífica

Porque eu sou a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços da minha mãe
Eu sou a estéril, e os meus filhos são numerosos
Eu sou a bem casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores de parto
Eu sou a esposa e o esposo, e foi o meu homem que me criou
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmão do meu marido, e ele é o meu filho rejeitado

Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnífica

Hino a Ísis séc. III

10 julho 2005


Chi ride e canta, suo male spaventa.

in criação de Adão, Basílica de São Pedro - Vaticano, 2005

08 julho 2005

Atentados

Neste momento milhares de pessoas questionam o porquê de tão vil acto, o que leva um grupo a organizar um ataque e matar inocentes?
Agora sugiro que imaginem a seguinte situação:
nasceram numa pequena aldeia no Kazaquistão, Afeganistão Líbia etc. falta-vos tudo, não têm recursos naturais, a terra é árida, os vossos 8 ou 9 irmãos dos quais já só restam 4, lutam diariamente pela subsistência. Dos vossos pais só já vos resta a mãe, o pai 3 anos antes desapareceu misteriosamente. Não há educação, não há esperança, há o vazio... Um dia chega um forasteiro com promessas de vida melhor, apela-vos ao coração, ao sentimento patriótico, à religião. Fala-vos de um Deus que leva a salvação aqueles que lutam por uma causa, que se sacrificam. Fala-vos do inimigo, mostra-vos fotos, notícias (estrategicamente manipuladas) diz-vos que a vossa vida tem sentido e que a 3000 km dalí o vosso destino é completado. Ensinam-vos um novo mundo, armas, técnicas, ensinamentos etc e vocês sentem-se maiores do que são. Nesse momento são parte de algo, matar outrém é a vossa salvação, a vossa recompensa perante deus será um destino diferente para a vossa Família, o vosso País.
Não pensam, agem estão programados até ao momento do "clic". Implodem-explodem e a vossa natureza encontra o destino.
Quem tem razão? A partir de onde avistamos o mundo, do topo da montanha ou do deserto? Como julgamos?
Qual o verdadeiro valor da vida para cada um? Que reequilíbrio a natureza está a fazer?

Um dia se tiverem oportunidade de visitar o deserto, vão perceber que a visão do mundo dependerá muito da experiência interior. Alí tudo ou quase tudo é plano, o ar é cortante, respira-se o nada e sente-se o isolamento perante a vida. Alí deixamos de ser para passar a ser. Alí morremos e entregamo-nos ao destino.

Pensamentos de liberdade

"A liberdade do amor é não ter nada a pedir em troca! (...)
O maior prazer não é o sexo. É a paixão com que ele é praticado. Quando essa paixão é de grande qualidade, o sexo vem para consumar a dança, mas ele nunca é o ponto principal.(...)
Quando os corpos se encontram, é apenas o transbordar da taça.(...)
" Paulo Coelho in “Onze Minutos”
posted by Rei Sapo

07 julho 2005

Mensagem que o tarot tem para você


Descobri um site excelente que quero partilhar com todos os meus amigos.
Experimentem as várias opções que estão disponíveis, inclusivamente a parte dos relacionamentos com os outros.
Eu achei interesante, e acertou em quase tudo.
O endereço do site é : http://www.rahdhai.com.br/rahdhai/
Experimentem e reflitam.
Esta é a mensagem que o tarot me reservou para esta semana.

















Arcano 7 - Arcano 8 - Arcano 18 - Arcano 11

Mensagem Mundana que o Tarot tem para você.
Sempre existem pessoas que insistem em nos desencorajar a não realizar nossos objectivos. Inimigos invisíveis buscam de todas as formas fazer com que olhemos o futuro com medo e com desconfiança. A verdade é: o que é justo que seja nosso, nada nem ninguém nesse mundo vai tirar de nós. Paz e Felicidade

Mensagem Espiritual que o Tarot tem para você.
Quando se é justo e verdadeiro, os inimigos invisíveis não impedirão nem atrapalharão nossa liberdade de agir e realizar no Plano Astral

Rei Sapo

Arraial de São Pedro

Devo confessar que as festas e arraiais nos santos populares, sempre me trouxeram, para além de alegria, uma óptima energia que me puxa para ambientes familiares.
A noite de Santo António sempre teve mais significado para mim, por ser a festa do santo padroeiro da aldeia onde nasci, e este ano não foi excepção, passei a noite no petisco com a família e amigos numa grande animação; houve procissão, banda de música, quermesse, bailarico e fogo de artifício.
Depois da estranha noite de São João que já vos contei uma fantástica e exuberante noite de São Pedro.
Um amigo convidou-me para um jantar arraial de São Pedro em Sintra, no famoso bar da Nela, aceitei o convite.
Gostei do ambiente assim que cheguei. Era uma típica casa portuguesa com certeza... fazia lembrar uma casa alentejana, de um só piso, caiada de branco e com as ombreiras das portas e janelas pintadas de azul ferrete. Um quintal em frente à casa estava transformado em esplanada com várias mesas postas para o jantar, enfeitado com bandeirinhas e balões.
Na ementa, sardinhas assadas, febras e entremeadas com salada; para beber, cerveja, sangria e vinhos tintos...
Adorei o jantar, o ambiente era francamente familiar, todos se conheciam mas o melhor ainda estava por vir... Assim que terminou o jantar o Fernando (perdoem-me a informalidade, mas todos se tratavam por “tu”) sacou da viola e começaram os fados, fado vadio como é bom de imaginar.
Foi uma noite como não passava há muito, fados à desgarrada, desgraçadinhos e de amor, com morte alegrias e dor! A Mena acompanhava a viola e todos riam, batiam palmas e cantarolavam no refrão. Uns “Ah Fadistaaa!” entremeados com outros tantos “Tá muito alto oh Fernannndoo!” fizeram a alegria da noite, com algumas anedotas pelo meio para a fadista recuperar a voz...
Saí de lá revigorado e cheguei a casa a sorrir. Foi a melhor noite de São Pedro que podia ter tido.
Fiz as minhas orações e deitei-me.
Adormeci e sonhei com o arraial e com Mena, que cantou fados toda a noite no meu sonho.
E perguntam os meus leitores:

Que tem esta história de esotérica ou pertinência espiritual? Não é este um blog pretensamente espiritualizado?

Não há nada de esotérico nem de espiritual, mas a vida é feita de pequenos momentos e aquele momento encheu-me o coração.
São as coisas simples da vida que às vezes nos trazem pequenas grandes alegrias e nos fazem acreditar que a felicidade e a alegria estão onde nós as quisermos encontrar...
Rei Sapo

25 junho 2005

Estranha Noite de São João


Vou partilhar convosco o sonho que tive na Noite de São João.

Estava eu a passear numa rua com a minha tia Ana Maria quando vejo um carro passar com um casal de velhotes que me dizia adeus. A imagem deles era esbatida, um pouco apagada até, de fisionomia estranhamente pálida e triste. Passamos por uma loja tipo quiosque à beira da estrada, vendia de tudo um pouco desde tabaco a artigos religiosos dos quais me chamou particularmente a atenção os terços de prata e algumas imagens de santos. Apercebemo-nos que a loja tinha sido assaltada, não estava ninguém por perto e a rua estava igualmente deserta.
Para meu espanto e horror a minha tia queria fanar os terços de prata que ali estavam à mão de quem passa... a minha própria tia!!!... Desconcertado tento dissuadi-la quando no horizonte se perfila a silhueta de um polícia a correr que acaba por desencoraja-la nos seus propósitos
Depois do polícia se aproximar aparece alguém a gritar “coitados dos velhotes, tanta gente tinha visto e ninguém tinha tido coragem de fazer nada!”. Atrás dessa pessoa que gritava veio uma multidão e eu vi passar novamente o carro com o casal de velhotes que me dizia adeus. Apercebi-me que eram os donos da loja, que tinham sido mortos pelo assaltante que apenas tinha levado tabaco. A pessoa que inicialmente apareceu a gritar, apontou para um edifício em frente e gritou de novo que o Anjo da Guarda tinha sido visto ali na biblioteca que, imaginem, era a "minha" biblioteca...
Corri para lá e entrei no edifício. Queria ver o Anjo, disso não tinha dúvidas e parecia que apenas eu tinha dado ouvidos ao louco que gritava furiosamente na rua... Comigo entrou um rapazito e a minha prima Ana Lídia (filha da minha tia Ana Maria). Entro no edifício e começo a procurar o Anjo ignorando a minha prima e o rapazinho moreno que entrara atrás de mim. A minha prima também o procura por todo o lado mas não encontrámos absolutamente nada. Paro um instante para meditar um pouco quando o rapazito me chama. Só então reparo nele, é moreno, delgado e aparentava cerca de onze anos de idade, olhos escuros de um brilho invulgar, cabelos ondulados castanho-escuro que lhe dava pelos ombros e um sorriso nos lábios. Eu nunca o tinha visto antes.
Chamou-me e disse: vem para aqui, medita connosco! Eu vou mas quando entro na sala só o vejo a ele. Começo a meditar e a sentir-me mal assim que fecho os olhos, começo a sentir e a ver uma energia negra que se quer apoderar de mim e que paralisa o meu corpo. Quase não consigo falar e o rapazito põe-se em cima do meu peito descalço a tentar ajudar-me, eu só consigo dizer-lhe que me está a magoar e coloco os pés dele em cima do meu peito simetricamente e de forma a não me aleijar. É então que ele mexe na minha cabeça e eu ouço o som dum interruptor a desligar alguma coisa, eu que já não conseguia falar começo a sentir-me melhor. Ele pergunta o que é que eu andei a fazer e eu respondo que fiz umas orações ao Arcanjo Miguel.
Para minha surpresa ele diz a sorrir: Ahhhhhh então é isso! Os monstrinhos do diabo não gostam do Arcanjo Miguel.
E no meu peito, como se me desligasse um interruptor junto ao coração ouço claramente um clique igual ao anterior. depois vem o mais insólito, o rapazinho pega em mim, dobra-me as pernas de uma forma estranha e lança-me ao chão para longe. Do meu coração sai um cordão vermelho que se desenrola à medida que me afasto dele a quando chega ao limite máximo eu olho para cima e espantado vejo um diabrete vermelho que se esvai em fumo.
A partir deste momento eu recupero as forças e apercebo-me que o rapazinho moreno, de olhos e cabelo castanho ondulado é o meu Anjo da Guarda!
Por isso ele tinha entrado comigo, esteve sempre ao meu lado, ainda que eu não lhe desse importância ou prestasse atenção e o procurasse noutro lugar.
Começo a puxar o tal fio na direcção do rapazinho e arrasto-me até ele.
Ele corta a maior parte do cordão, e diz que aquele cordão vermelho não pode voltar ao coração. Corta a parte do meio do cordão e volta a unir a extremidade do cordão que está junto ao meu coração com a que ele segura na mão, o cordão une-se de imediato e passa da cor vermelha para azul, o fio agora azul volta a entrar dentro de mim, enquanto as extremidades do cordão vermelho que ele cortou ardem no chão.
Acordo sobressaltado.
Abro os olhos e mantenho-me quieto durante alguns segundos, olho para o relógio. 5h:29m.
Levanto-me na madrugada e vou à sala onde tinha feito as minhas orações e acendido as minhas velinhas antes de me deitar. Só duas continuavam acesas,
a do Arcanjo Miguel e a de Santa Teresinha!
A última vela que tinha acendido era pela minha amiga Ana e tinha acabado de se apagar no momento exacto em que acordei do sonho porque a parte metálica daquelas tea light que uso estava quente.
Olhei melhor para as velas que continuavam acesas e pareciam ter ainda muita cera para arder mesmo assim voltei a acender uma vela ao Arcanjo Miguel em agradecimento pela protecção. Enquanto faço uma oração, em voz alta e em jeito de agradecimento as lágrimas rolam-me pela face.
Voltei ao quarto e quando entro na sala de novo as duas velas estão apagadas e só a que acendi em agradecimento continuava acesa.
Tudo isto é muito estranho mas eu estou calmo e muito tranquilo.
Para dizer a verdade eu estava em Paz naquele momento
Volto para o quarto, pego no telemóvel e envio uma mensagem a contar o estranho sonho à minha melhor amiga. Fico sonolento e demoro algum tempo. Enquanto relato o sonho e à medida que me vou lembrando dos pormenores e da fisionomia do meu Anjo da Guarda choro baixinho.
Envio a mensagem e volto a adormecer com uma enorme dor nas pernas...

Estranha noite de São João...
Curiosamente só me lembrei que era Noite de São João quase no finzinho da noite e não saí para tomar café como tinha combinado. Fiquei em casa, ao contrário dos tempos da minha infância em que saía para saltar a fogueira e queimar alcachofras para ver se floriam no dia seguinte, confirmando assim que era correspondido no Amor. Tirava rifas na quermesse da aldeia, enchia-me de arroz doce, porque sardinhas não era comigo, e voltava para casa cansado mas feliz!
A minha avó fez 82 anos, e tudo o resto aconteceu à revelia dos meus sentidos, e da minha vontade.
Para coroar a noite uma zanga por telefone com a minha melhor amiga por tolices sem sentido e por causa dela, da zanga, ainda hoje não me fala.
Parece que estava a ser castigado por não me ter lembrado, por não ter festejado a noite de São João como nos velhos tempos...
Tolice a minha... o castigo não foi por isso!
Depois de tudo isto o sonho que vos contei, mas querem saber?
Sinto-me redimido, purificado.
Fechei um ciclo com a Ana, e o que um desaire fez o meu Anjo da Guarda desfez!
Espero que a minha melhor amiga reconsidere e façamos as pazes, porque eu não estou zangado com ela...

Estranha noite de São João!

Rei Sapo

22 junho 2005

Os Sete Pecados Capitais

Na vida, em determinados momentos, surgem obstáculos que dificultam a nossa caminhada, dificuldades essas que são levantadas por nós mesmos a maior parte das vezes, e pelo nosso comportamento face à realidade que nos rodeia.
Ao reflectir um pouco mais no assunto, dei conta de que as atitudes que manifestamente provocam estas dificuldades são conhecidas à muito, sem que no entanto lhes prestemos a devida atenção, e tanto podem ser aplicáveis ao nosso dia a dia como nas empresas ou no trabalho.
Essas atitudes estão reflectidas nos “Sete Pecados Capitais” e é sobre eles que me vou debruçar um pouco convosco.
Vou começar por enumerá-los deixando uma breve definição, não porque não sejam sobejamente conhecidos, mas por facilidade de raciocínio e vou deixar-vos com a reflexão descomprometida de alguns pensadores eloquentemente insuspeitos.

-Soberba
-Avareza
-Inveja
-Ira
-Luxúria
-Gula
-Preguiça

Hoje vamos tratar a soberba, que é o primeiro dos sete pecados capitais, nos próximos post’s reflectiremos sobre cada um dos restantes de per si.

Soberba

O orgulho, a arrogância e a vaidade são sinónimos da dita soberba, e levam-nos à presunção e à vanglória, passamos a procurar sempre o reconhecimento e elogios e acabamos por nos gabar das coisas que fazemos com um orgulho que nos tolda a visão das coisas e a própria razão ficando a sensação de que "Eu sou melhor que os outros".
Virtude oposta : Humildade


Pensamento / Reflexão por Alexandre O’Neill


Os convencidos da vida

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in 'Uma Coisa em Forma de Assim'

Posted by Rei Sapo

20 junho 2005

A magia dos sinais


É absolutamente fantástico, durante a nossa caminhada, podermos encontrar sinais que nos confirmam que estamos no caminho certo, que nos dão alento e alegria para prosseguir e nos enchem de esperança de alcançar aquilo que ambicionamos.
Mas é necessário ter cuidado para não cairmos na teia dos sinais, teia essa que nos enreda e não nos deixa ver mais nada a não ser sinais, que nos deixa num êxtase aparente e na ilusão de ver muito para além deles.
Temos que saber aceitar os sinais sem cair na tentação de os interpretar, se assim o fizermos eles revelar-se-ão a si mesmos e à sua verdade. É esta a verdadeira magia dos sinais!
Não podemos deixar de viver a vida para viver os sinais, nem devemos ver sinais onde existem apenas as maravilhas da criação.
Quem cai na teia dos sinais vê apenas aquilo que quer ver, e isso torna a sua vida numa existência redutora.
Não há um caminho certo, existem muitos caminhos e cada um tem o seu. Tenhamos a humildade de encontrar e aceitar o nosso próprio caminho, porque o que resulta para os outros não tem que ser o melhor caminho para nós.
Não façamos a nossa felicidade depender de ninguém porque só podemos ter controlo sobre nós mesmos e sobre as nossas vontades; se pudermos aprender com as experiências dos outros tanto melhor, mas temos que ter coragem para trilhar o nosso próprio caminho.
Se estivermos no caminho certo encontraremos a magia dos sinais e a sua verdade, se assim não for o caminho será difícil.

Rei Sapo

08 junho 2005

O dia certo

"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

Dalai Lama, posted by Rei Sapo

03 junho 2005

Sagrado Coração de Jesus



Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Coração de Jesus, eu confio em vós, mas aumentai a minha confiança.
Vós dissestes: Pedi e recebereis.
Confiando nas vossas promessas, venho pedir vossa ajuda.
Vós estais mais interessado na nossa felicidade que nós mesmos, por isso ponho em vosso Coração os meus pedidos, preocupações e esperanças; iluminai e abri os meus caminhos pois em Vós deposito toda minha confiança.
Meu bom Jesus eu creio, aumentai a minha fé e fazei o meu coração mais semelhante ao vosso.

Ámen.

Rezar um Pai-Nosso, uma Avé-Maria e um Glória ao Pai.

A novena da devoção ao Sagrado Coração de Jesus deve ser feita na primeira sexta feira de cada mês durante nove meses. Na primeira sexta feira das nove deve assistir-se à missa e comungar.Transcrevo em seguida as doze promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas a Santa Margarida Maria, com as graças concedidas a quem lhe consagrar esta devoção.


As doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas a Santa Margarida Maria:

Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
Eu farei reinar a paz em suas famílias.
Eu os consolarei em todas as suas aflições.
Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
As almas tíbias se tornarão fervorosas.
As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados.
No excesso da misericórdia do meu amor todo-poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

Posted by Rei Sapo

23 maio 2005

Sexualidade



Há já algum tempo escrevi acerca da vivência da espiritualidade nos dias de hoje e do como ela é tantas vezes condicionada pelos padrões errados que desde sempre nos foram impostos relativamente à sexualidade.
Dizia eu que o sexo faz parte da nossa vida material, que devíamos viver a nossa sexualidade sem preconceitos nem culpas, e que podíamos e devíamos viver a sexualidade a par com a espiritualidade. Se nos dá prazer e não prejudica moral, emocional nem fisicamente nenhuma das partes envolvidas, então é porque é bom! Até aqui tudo bem, nada de novo, subscrevo inteiramente tudo o que disse, mas gostaria de acrescentar algumas palavras a este respeito.
É certo que quando somos jovens adolescentes tudo nos fascina tudo é novo, existem novos prazeres a cada virar de esquina, cada um mais apelativo que o anterior, e queremos experimentá-los a todos. Não fora os preconceitos e estigmas sócio-familiares e quereríamos explorá-los todos em simultâneo, e retirar o máximo prazer que a vida nos oferece. O sexo é um dos prazeres mais apelativos, se não o mais apelativo de todos nesta e em todas as idades, e é precisamente sobre este apelo que quero falar.
A princípio queremos descobrir tudo, explorar todas as possibilidades para depois repetir até à exaustão as experiências mais gratificantes, mudar de parceiros e redescobrir novas formas, abordagens e corpos na busca incessante de mais e mais prazer.
Este ciclo vai repetir-se mais ou menos vezes, mas vai chegar o momento em que vamos ser mais exigentes, e o ciclo é rompido pelo sentimento vazio do sexo pelo sexo, sem amor, sem partilha, sem cumplicidade, e descobrimos que a plenitude da nossa sexualidade só é alcançada quando é vivida na vibração do amor.
A partir desse momento iniciamos a busca da paixão, do amor, da felicidade que nos completa e nos faz viver de bem connosco próprios, com a vida e com todos os que nos rodeiam.
O amor é a ponte que liga o sexo à espiritualidade, mas para o compreendermos temos que viver e fechar o ciclo da experimentação.
Desta forma não restarão dúvidas nem olharemos para trás...
Rei Sapo

18 maio 2005

Pablo Neruda



Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda Posted by Rei Sapo

11 maio 2005

O Reino dos Céus

Há momentos na vida em que somos forçados a parar e a reflectir sobre nós mesmos, o que fizemos, onde chegámos, o que queremos para nós e para aqueles que nos rodeiam, e se estamos no caminho certo para atingir os nossos objectivos.
Para nos sentirmos de bem com a vida, temos que agir como tal, que ser honestos e verdadeiros connosco próprios em primeiro lugar e com todos aqueles que nos rodeiam.
A nossa vida é um aprendizado, há que fazer um compromisso de vida, deixar de lado tudo aquilo que não nos faz falta e só nos prejudica, sermos nós próprios, viver de acordo com a nossa consciência e através do exemplo tocar na consciência dos outros, fazer o bem, caminhar na verdade e acreditar e fazer um mundo melhor.
É urgente deixar fluir o amor e viver na sua vibração para nos tornarmos pessoas melhores. O Homem é aquilo que tem dentro de si.
O Reino dos Céus está dentro de nós, é o Reino da Consciência, quem o procurar vai encontra-lo na sua plenitude.

Rei Sapo


03 maio 2005

Reconciliação

Vivemos um tempo prenhe em soluções céleres e eficazes. A vivência terapêutica é substituída por novas terapêuticas da alma, que no fundo servem como agente catalizador do instrumento interno. O indivíduo busca cada vez mais a reconciliação com o “antagonista” interno, aquele que nos remete para a prisão da alma e coloca o nó cármico na vivência diária.
Porém o indivíduo só não sabe que tem a capacidade de invocar as forças da sua alma e irradiando assim, a energia de forma responsável e integra.