
Que assim seja
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei." Allan Kardec

| "Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? ... Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." Fernando Pessoa |

Você, que veio das estrelas Márcia Villas Bôas |




“Os guerreiros da luz, de vez em quando, crêem-se indignos de qualquer bênção ou milagre. Imagem: Arcanjo Miguel, Príncipe dos Exércitos Celestes (Ícone Bizantino) |
“Uma boa festa limpa o astral de toda a gente que está a participar; mas é muito difícil acontecer porque bastam apenas algumas pessoas para estragar a alegria comum. Essas pessoas julgam-se mais importantes do que as outras, são difíceis de agradar, acham que estão ali a perder tempo, porque não conseguiram comungar com os outros. E acabam por experimentar uma misteriosa justiça: geralmente saem carregadas com as larvas astrais expulsas das pessoas que souberam unir-se aos outros. Lembrem-se que o primeiro caminho directo até Deus é a oração. O segundo caminho directo é a alegria.” Paulo Coelho in “Brida” |
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Dias houve em que o sexo era entendido de forma diferente da que conhecemos hoje, a mulher era vista não como objecto de desejo mas como divindade e desempenhava o papel da deusa.
Dedico este post a ti Silvana, e a todas as mulheres que se querem compreender e são incompreendidas, que se procuram e não se encontram, que se querem afirmar e são subestimadas, que na subjugação dominam…



Rei Sapo |
Devo confessar que as festas e arraiais nos santos populares, sempre me trouxeram, para além de alegria, uma óptima energia que me puxa para ambientes familiares. A noite de Santo António sempre teve mais significado para mim, por ser a festa do santo padroeiro da aldeia onde nasci, e este ano não foi excepção, passei a noite no petisco com a família e amigos numa grande animação; houve procissão, banda de música, quermesse, bailarico e fogo de artifício. Depois da estranha noite de São João que já vos contei uma fantástica e exuberante noite de São Pedro. Um amigo convidou-me para um jantar arraial de São Pedro em Sintra, no famoso bar da Nela, aceitei o convite. Gostei do ambiente assim que cheguei. Era uma típica casa portuguesa com certeza... fazia lembrar uma casa alentejana, de um só piso, caiada de branco e com as ombreiras das portas e janelas pintadas de azul ferrete. Um quintal em frente à casa estava transformado em esplanada com várias mesas postas para o jantar, enfeitado com bandeirinhas e balões. Na ementa, sardinhas assadas, febras e entremeadas com salada; para beber, cerveja, sangria e vinhos tintos... Adorei o jantar, o ambiente era francamente familiar, todos se conheciam mas o melhor ainda estava por vir... Assim que terminou o jantar o Fernando (perdoem-me a informalidade, mas todos se tratavam por “tu”) sacou da viola e começaram os fados, fado vadio como é bom de imaginar. Foi uma noite como não passava há muito, fados à desgarrada, desgraçadinhos e de amor, com morte alegrias e dor! A Mena acompanhava a viola e todos riam, batiam palmas e cantarolavam no refrão. Uns “Ah Fadistaaa!” entremeados com outros tantos “Tá muito alto oh Fernannndoo!” fizeram a alegria da noite, com algumas anedotas pelo meio para a fadista recuperar a voz... Saí de lá revigorado e cheguei a casa a sorrir. Foi a melhor noite de São Pedro que podia ter tido. Fiz as minhas orações e deitei-me. Adormeci e sonhei com o arraial e com Mena, que cantou fados toda a noite no meu sonho. E perguntam os meus leitores: Que tem esta história de esotérica ou pertinência espiritual? Não é este um blog pretensamente espiritualizado? Não há nada de esotérico nem de espiritual, mas a vida é feita de pequenos momentos e aquele momento encheu-me o coração. São as coisas simples da vida que às vezes nos trazem pequenas grandes alegrias e nos fazem acreditar que a felicidade e a alegria estão onde nós as quisermos encontrar... Rei Sapo |