26 junho 2007

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."


Há dias a minha Mestre de Reiki fez-me uma pergunta interessante e que me fez reflectir. “O que vieste cá fazer?” Perguntou-me ela com ar de desafio, sorriso nos lábios e o ar sereno que a caracteriza. Primeiro fiquei desconcertado com a pergunta porque não tinha uma resposta concreta… Mas tentei responder, disse que com toda a certeza vim para evoluir, é esse o caminho de todas as almas, EVOLUÇÃO.
Ela sorriu e disse esta coisa fantástica; que lição aprendeste com as tuas raízes? Qual é o teu grau de felicidade e satisfação actual? Para onde queres ir e o que pretendes fazer para o conseguir? Todos nós somos como uma árvore, as raízes são a nossa família de origem, onde nascemos e o porquê tem uma razão, essa família vai influenciar-nos e mostrar algo importante para a nossa missão. O grau de felicidade que temos é o tronco, o que somos hoje, a construção que efectuámos e revela muito de nós. Os ramos mais altos são os nossos objectivos, aquilo que pretendemos realizar. E então já sabes o que vieste cá fazer?

Viemos todos aprender, ensinar, partilhar e evoluir. É esta a essência da condição humana, mas vou continuar a fazer-me esta pergunta até saber qual é a minha missão e concretiza-la.

21 junho 2007

Reiki Cartoon


Ésta é dedicada a todos os reikianos, eu amei!!! he he he

O poder da tolerância


A tolerância é a virtude pela qual mantemos o amor próprio e o respeito pelos outros.

03 junho 2007

Os 5 Princípios


Partilho convosco os 5 princípios do Reiki que poderiam ser os princípios de todos os dias de cada um de nós...
 
Só por hoje, despreocupo-me
Só por hoje, mantenho-me em paz
Só por hoje, honro todos os seres
Só por hoje, vivo e trabalho honestamente
Só por hoje, estou grato pelas muitas bênçãos recebidas

Se interiorizarmos estes 5 princípios todos os dias, com certeza seremos mais felizes e contribuiremos para um mundo muito melhor, só depende de nós.

01 junho 2007

O poder de cooperar

"O poder de cooperar é oferecer ajuda e depois seguir em frente com dignidade, sem nunca se apropriar da ajuda oferecida..."

24 maio 2007

Simplicidade


  • Hoje apetece-me escrever sobre a simplicidade… A simplicidade das coisas, da vida e do ser.
    Um destes dias de Sol, em que aproveitei a hora de almoço para dar uma voltinha a pé e apreciar o calor ainda suave da Primavera no rosto, reparei no ar apressado das pessoas que passavam por mim, nas suas feições e expressão. O ar de todos era sério e preocupado. Enquanto caminhava reparei também nas flores das ervas daninhas que cresciam junto ao passeio. Eram lindas, cheias de vida cor e alegria… Não devia ser tudo assim? Lembrei-me das palavras de Salomão sobre os lírios do campo… “ não tecem nem fiam e Deus veste-os das melhores sedas…” e na verdade aquelas flores maravilhosas nascem sem ser semeadas, crescem sem que ninguém as trate e sobressaem no meio de uma cidade de betão sem que ninguém repare nelas e nem por isso a sua beleza deixa se ser magnífica. Cores fortes, formas diversas mas sempre a harmoniosa simplicidade da vida contida em meia dúzia de pétalas e folhas. Conclui que a vida é tão simples quanto essas flores do campo que brotam entre cascalho e pedras. Para quê preocuparmo-nos se a vida simplesmente acontece, se hoje estamos aqui e amanhã… sabemos lá… O que é que realmente importa? O hoje? O agora? O que temos? Ou o que somos?

05 março 2007

A vida, os instintos e a compreensão da existência


Sempre gostei de touradas, não pelo que é em si mesma mas pelo que representa. A tourada não é apenas uma herança histórico-cultural, é uma alegoria que representa a vida. O touro representa a vida ao seu nível mais básico e os instintos de sobrevivência, e o homem que o enfrenta simboliza a astúcia do ser humano contra os seus mais básicos instintos, a supremacia da mente, da intuição, da vontade e perseverança. É no fundo um duelo entre o bem e o mal, entre a besta e a razão, entre o instinto e a intuição. O toureiro sabe que corre riscos, que qualquer distracção ou movimento em falso pode custar-lhe a vida, que o touro é imprevisível e a sua força desmedida. Ainda assim ele entra na arena com coragem, quer demonstrar a sua vontade inquebrantável de vencer. Quando olha nos olhos do touro tem medo de perder a vida, mas vai bater-se por ela com coragem.

Não é isto que acontece com cada um de nós internamente? Não queremos todos nós vencer o instinto com a razão? Sobrepor o mental ao físico? Redescobrir a essência espiritual ?

Este fim-de-semana tive um sonho interessante. Eu estava a assistir a uma tourada peculiar numa arena improvisada. Tratava-se de crianças muito jovens a fazer tropelias com um vitelinho bebé. Corriam à frente dele, faziam barulho com latas atadas a varas para confundir o bicho e gritavam bem alto. À medida que essas crianças iam crescendo perante o olhar dos adultos o vitelo também crescia transformando-se num touro robusto, mais difícil de tourear, com manhas e a chegar cada vez mais perto daqueles que o desafiam. Eu estava a assistir consciente do que a cena representava... A vida. O instinto e a razão, o medo e a coragem, a dualidade interna de cada Ser Humano. Desinteressei-me do assunto e retiro-me. Caminho sozinho num passeio mas sinto uma presença atrás de mim. Contorno um edifício apalaçado e detenho-me um pouco no portão da casa. Olho para trás e vejo um bispo que me cumprimenta cordialmente como se fosse meu velho conhecido, vem acompanhado de duas senhoras e entra no pátio da casa onde se está a realizar uma missa. Não entro e continuo o meu caminho. Ao caminhar sinto na mão direita uma dezena pela qual rezo, e na outra um terço comprido, escuro que pende da cintura tal como os franciscanos o usam preso no cordão com que cingem o hábito. Sigo em frente e encontro uma varanda sobre o mar. No mar mesmo em frente à varanda onde me encontro está uma estátua de Santo António enorme, bem esculpida e pintada à cor natural. O mar era verde e não tinha ondas. Não corria uma aragem e eu olhava deslumbrado para a estátua que se erguia no meio do mar. Quando estou a apreciar a escultura reparo nas vestes que cobrem o Santo. É um hábito castanho de franciscano, com motivos dourados ao estilo da estatuária do séc. XVIII. Foco a minha atenção nos motivos dourados que a um olhar desatento parecem flores-de-lis ou algo semelhante e reparo no simbolismo. Os dourados do hábito franciscano são mandalas dispostas em cruz, quatro ou cinco não sei precisar com certeza, mas a do meio continha um touro que representava a vida e nas seguintes os pontos fulcrais da das 2ª, 3ª , 4ª e 5ª audição. Estavam representadas orelhas com pontos bem marcados. Que eu podia ouvir com outros ouvidos e escutar o meu eu interior e tudo o que necessitasse. Estavam representadas também vários tipos de árvores com a forma das copas diferentes umas das outras e que representavam as varias formas de enraizamento e conexão com a energia universal que nos alimenta o corpo físico e a alma. À medida que os meus olhos contemplavam o simbolismo destas representações eu sorria para comigo fascinado com a simplicidade das verdades reveladas...

Acordei em paz, com a vaga sensação de saudade, e a lembrança parcial do que vi reflectido nos símbolos que me foram mostrados.

Obrigado

01 março 2007

Perdidos e Achados


"Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma"

Francisco Buarque de Holanda
.

22 janeiro 2007

Tempo para parar e recordar


Há dias em que acordamos super enérgicos em que queremos fazer tudo, e outros em que estamos nostálgicos e não sabemos bem por onde começar nem o que fazer.
Tenho-me sentido assim. Ora enérgico, ora nostálgico, num movimento oscilante a um compasso rítmico de compensação entre os dois estados de espírito.
O tempo passa devagar e não vejo caminho feito. Sinto-me desanimado com isso e pergunto-me porquê? Porquê a sensação do quase?
Na semana que passou senti na pele, de forma mais marcada esta oscilação de temperamentos mas com resultados semelhantes.
Queria despertar do marasmo, queria começar coisas novas, procurei em todo o lado calendários de cursos, actividades e palestras sobre os meus temas de interesse, queria começar tudo já!! No final o sentimento de frustração. Todos os cursos que me interessam estão previstos para 2007 mas sem data marcada... Astrologia, homeopatia, reflexologia, Reiki etc. etc. etc. RAIOS!!! Será possível que está tudo parado ou em stand by? O que é que eu estou a fazer mal? O que deveria estar a fazer e não faço? Onde buscar a informação que não encontro? Depois da frustração volta o estado de nostalgia...
Não é assim tão fácil fazer-me desistir, podem tentar, mas fica o aviso. Não vai ser fácil!
Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, porque o que tem que ser tem muita força.
É tempo de recordar e fazer uma revisão de conhecimentos, cimentar o que já sei e praticar, praticar, praticar!!! Água mole em pedra dura, trará os resultados que pretendo...
Comecei por voltar um pouquinho atrás, reler alguns dos textos que já escrevi, relembrar o que já vivi, os passos que já dei, as lições que já recebi.
Fiquei admirado com algumas coisas, já não me lembrava de outras, e senti-me melhor comigo mesmo.

Às vezes a melhor solução é parar para recordar, voltar atrás e refazer o percurso, reencontrar o que se perdeu no caminho, fortalecer-nos. A solução mesmo à frente dos meus olhos... Tudo bem, tudo tem o seu tempo e ritmos próprios. Saber esperar também é uma virtude, há que ter paciência para que chegue o momento certo.

Que assim seja, que assim se faça.

25 dezembro 2006

Mensagem de Passagem de Ano


Mensagem Mundana que o Tarot tem para você:

Quando se sabe o que se quer e se deseja o que se sabe, a vitória é a coroação de nossas pretensões. O resultado final é uma total, positiva e definitiva mudança em nossas vidas. Este é um destes momentos. Paz e Felicidade.

Mensagem Espiritual que o Tarot tem para você:

A conquista da Potência Mágica está destinada àqueles que se aventuram na Luz Astral com sabedoria e determinação.

Rahdhai

20 dezembro 2006

O que é ser "poeta" ?

Ser "poeta" é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca




Imagem: Alfred Gockel

P.S. - Coloquei a palavra ser "poeta" entre aspas propositadamente para que possamos substitui-las por ser “Amor”, “Deus”, “Alegre”, “Feliz”, “Louco”, o que quisermos... Para reflectir-mos no poema, nas substituições e na vida. Florbela Espanca revela neste poema o que sempre procurou, mas mostra também a resposta para a sua busca. Será que se encontrou a si mesma? Ou escutou a sua alma a gritar-lhe a resposta aos seus anseios e escreveu-a sem nunca ter coragem de coloca-la em prática?... Teremos nós essa coragem?


18 dezembro 2006

Sobre o Prazer


"O prazer é uma canção de liberdade, mas não é liberdade. É o desabrochar dos desejos, mas não é os seus frutos. É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto. É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda. Sim, na verdade o prazer é uma canção de liberdade. E bem gostaria que a cantássemos com todo o coração; No entanto não percamos os nossos corações nos cânticos. Muitos procuram o prazer como se isso fosse tudo,... Eu não os julgaria nem puniria. Gostaria porém que empreendessem na busca, pois eles encontrarão prazer, mas não só...
Alguns recordam os prazeres com remorsos, mas deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma colheita no verão.
Quem pode ofender o espírito? Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das estrelas? E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento? Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negarmos a nós mesmos o prazer, estamos a ocultar o desejo nos recônditos do nosso SER. Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã? Até o nosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá desiludido.
O nosso corpo é a harpa da alma, e é a nós que compete extrair dela uma doce melodia ou sons confusos.
E no nosso coração perguntamos: Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor. Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha, pois para a abelha a flor é uma fonte de vida, e para a flor a abelha é mensageira de amor. E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase.”

Khalil Gibran in “O profeta”

14 dezembro 2006

Sobre o auto-conhecimento


" A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas."...

Khalil Gibran

12 dezembro 2006

Novamente o caminho...



Nestas últimas semanas tenho escrito sobre este assunto devido às recentes mudanças que ocorreram na minha vida e consequente redefinição dos objectivos e do percurso a seguir.
Fiquei feliz por ter redescoberto o caminho e saber afinal o que tenho a fazer para alcançar os meus objectivos.
Depois de toda esta etapa de reestruturação vem parar-me às mãos um pequeno livro que abri ao acaso e onde me deparo com a seguinte frase:

“Nunca é tão fácil perder-se como quando se julga conhecer o caminho”

Fiquei completamente atordoado com o alcance do velho provérbio chinês e a verdade que ele contém. Quais são as probabilidades que depois de tudo me viesse cair nas mão um aviso desta importância? Reflecti e conversei com uma amiga sobre o assunto. De facto no caminho existem variadíssimos desvios, atalhos e distracções e é necessário estar atento. Foi isso que o mestre nos aconselhou : Orai e vigiai! O aviso não poderia ter chegado em melhor altura. Vou ficar mais atento e vigilante...

07 dezembro 2006

A solidão, o grande relógio e a viagem...


Imagem: Relógio Astronómico de Praga

Ontem à noite ao ver uma reportagem no telejornal sobre a solidão, vi-me confrontado com uma das situações mais difíceis de suportar e que é a realidade de muitos milhares de pessoas no mundo mas também no nosso país, quer nas grandes cidades quer no espaço rural. No decorrer da reportagem uma das entrevistadas com 102 anos contava a sua história. Viúva, sem filhos, vivia sozinha há já 50 anos. Tinha dificuldades de locomoção, sobrevivia sem sair à rua com a ajuda de uma vizinha, dizia já estar habituada e concluiu o relato dizendo que apesar da solidão não tinha pressa em fazer a “viagem”... Dei uma risada com gosto pela maneira como a frase foi dita! A expressão daquela senhora ficou-me na cabeça.

“Não tenho pressa em fazer a viagem!”

Na série “Entre vidas” que passa na SIC em contraposição ouvi uma outra concepção para o envelhecimento, solidão e a viagem. Uma senhora idosa num lar de terceira idade dizia à neta que se sentia muito bem no Lar, que não se preocupava com nada, as pessoas eram simpáticas, tratavam de tudo e ainda apareciam de vez em quando uns cavalheiros muito bem parecidos. Perante a preocupação da neta que insistia em querer levá-la para casa ela responde que não. Que já tinha muita idade, que o mundo é um grande relógio que nunca pára, que sabia o tempo que lhe restava e que aguardava a hora de poder fazer a viagem...

Fiquei pensativo e comparei as duas situações. Ambas com idade avançada, tinham vivido o seu tempo, tinham feitos escolhas, seguiram o seu caminho e com o tempo a esgotar-se têm perspectivas diametralmente opostas.

Uma vive feliz com a situação que tem, sabe que o relógio não pára que a viagem está marcada e aguarda a hora de poder partir em paz, a outra sente na pele a solidão, depende da boa vontade dos vizinhos para quase tudo e mesmo depois de um século de vida não está preparada para enfrentar a morte.

Acho que a diferença destas duas histórias está na vivência espiritual de cada uma delas. Quando alguém vive a espiritualidade de forma sã e consciente não receia a morte, porque a morte é uma passagem... passagem para um nível superior de consciência onde a aprendizagem que fazemos na terra produz realmente os seus efeitos.

Quem faz o percurso certo vive o seu tempo tranquilamente e sabe que não está só!

05 dezembro 2006

Definir o caminho


Por vezes a vida quer dizer-nos qual é o nosso caminho e nós teimamos em não querer escutar. Fingimo-nos ocupados, distraídos, pensamos que podemos vencer algumas contrariedades e ultrapassar as dificuldades do caminho errado. Acontece porém que o fardo do caminho errado vai-se avolumando até ficar demasiado pesado e vai chegar o dia em que vamos olhar em frente e damos conta que estamos no meio de uma encruzilhada que nos leva por caminhos pedregosos, impossíveis de fazer com o peso que transportamos. É nesses momentos que atingimos os nossos limites, e uma simples palavra faz com que o clic aconteça, dizemos BASTA!

Primeiro vem a turbulência provocada pela viragem abrupta do nosso destino, depois pomos as ideias em ordem, definimos o que queremos e mais importante que isso, definimos aquilo que não queremos, tomamos decisões e quando isso acontece a vida volta a sorrir-nos como que a dizer “Agora sim encontraste o caminho que te tenho tentado mostrar...”

Depois das decisões tomadas faz-se luz no nosso espírito e tudo fica mais claro, o caminho afigura-se aprazível, deixamos o fardo para trás e voltamos a caminhar com segurança. À medida que isso acontece as portas vão-se abrindo, encontramos as respostas certas, oportunidades de crescer e as pessoas que nos podem abrir horizontes. Não há coincidências. O aprendizado passa pela experiência e eu não vou esquecer esta lição!

Agora que defini o caminho olho para o mundo, para os outros e para mim de maneira diferente. Sinto as coisas de forma mais carinhosa, mais simpática, mais curiosa mais pura. Sinto a energia dos outros, da natureza, do Universo e de Deus, pergunto-me mais vezes como, quando, porquê... Onde posso fazer a diferença? Que contributo posso eu dar na construção da grande obra?

Ser feliz, vibrar na sintonia dessa felicidade maior, liquidar o meu Karma através da aprendizagem e transmitir aos outros essa força interior chamada AMOR!

03 dezembro 2006

Ai que me doi tanto!



Há pessoas que seguem o mesmo padrão ano após ano sem conseguirem fazer o aprendizado de "quiron". Relação após relação, atraem o mesmo tipo de pessoas; sim isso mesmo, aquelas que a fazem sofrer, desesperar, despedaçar o coração e morrer aos pouquinhos.

Nessa caminhada as pessoas colocam a pergunta: meu Deus que mal fiz eu para atrair sempre a mesma coisa!?

Deus se respondesse diria algo como: só tu sabes porque teimas ir sempre nesse caminho quando eu já te revelei tudo. Sê paciente...

Na verdade esse padrão serve para expiar culpas. Culpas???? Sim... pela 4ª 5ª ou 8ª vez, uma pessoa fez-te passar pela mesma situação, porquê?

A resposta fácil: são todos iguais e tu é que estás desencontrada neste mundo.

A resposta correcta: A ilusão de que tens que sofrer esse tipo de padrão é que te faz permanecer nesse caminho. A ilusão que tens que sofrer o bastante para pagar uma culpa que nem tu mesmo sabes bem qual é. A ilusão, ilusão e ilusão... Perdoa-te por não seres igual e vê que podes mesmo ser feliz. Como? Deixa de controlar os outros para que caminhem todos no teu caminho, no mesmo ritmo, no mesmo horário e com as mesmas vivências.

Recorda-te, a dor se a vivenciares bem é ilusória, vem de fora para dentro porque tu não preenches o teu interior com as TUAS COISAS, e sim queres viver as coisas dos outros.

Quiron abdicou da sua imortalidade, tu só tens que abdicar da tua ilusão de controlo e dependência.

Dor e liberdade

É conhecida a história mitológica de Quiron, filho de Saturno e de uma ninfa, que um dia é acidentalmente ferido por Hércules. Quiron é imortal logo a sua ferida transforma-se num tormento diário, um caminho de aprendizado onde o objectivo é o domínio sobre a obscuridade interior.

Todos nós temos algo de Quiron, uma ferida que ou nasce connosco ou nos é provocada por terceiros;

- mágoas, ressentimentos, ódios, amores mal curados, solidão, vazio, incompreensão, ausência de objectivos, inferioridade, ansiedade, necessidade de amor... (poderia continuar)

Acontece que Quiron farto de sofrer, resolve trocar a sua imortalidade pela vida de Prometeus.

O seu sacrifício liberta-o...

Quantos de nós não fazemos diariamente este percurso!? Levando as costas as nossas feridas, procuramos alguém com que nos possamos sacrificar, trocar a vida pela liberdade e ausência de sofrimento, porém não o conseguimos fazer, porquê?

Porque Quiron ao sacrificar-se esqueceu-se que era Prometeu que deveria ser castigado, era ele que devia passar pelo seu aprendizado.

Assim todos nos vivemos esta relação Quiron-Prometeus. Um quer-se sacrificar e o outro acarreta culpas em si. Quem opta pelo papel de Quiron, age como salvador, curador, pai ou mãe. Quem age como Prometeus anseia ser poupado da morte, mas leva consigo uma necessidade de ser castigado, maltratado, ferido até que a sua morte também aconteça.

Um dia acontece algo imprevisto, Prometeus torna-se Quiron, expia as suas culpas e também ele sacrifica a sua vida em favor de outro. De culpado passa a salvador...


30 novembro 2006

Sugestão de Natal

Com o Natal à porta começa o corre corre nas lojas em busca do melhor presente para os que nos são mais chegados e para nós também. O meu presente este ano já está nas minhas mãos. Comprei um cd ! Mas não é um cd qualquer, é excepcional. Trata-se de uma compilação de música sacra para coro de vários compositores e de diferentes épocas interpretados pelo coro de New College, Oxford

Todas as músicas são magnificas e escolhidas a dedo, que nos fazem vibrar numa sintonia de harmonia interior e paz de espírito que nos transporta para outra dimensão.

Fica a sugestão...


26 novembro 2006

Perguntei ao Radhai...

Mensagem Mundana que o Tarot tem para você - É preciso nunca deixar de escutar a Sabedoria da Alma. Existem momentos em que a personalidade se deslumbra, deseja e busca conseguir coisas que trazem dor e sofrimento no futuro. O “sucesso” que estas cartas indicam agora, pode ser um destes momentos. É preciso não esquecer que resultados “positivos” que estejam em desacordo com a missão e a finalidade da alma encarnada só trarão abandono, dor e sofrimento no futuro. Escute mais o que sua Alma tem a dizer.

Mensagem Espiritual que o Tarot tem para você - Para começar algo verdadeiro sob o ponto de vista da vida espiritual é preciso ganhar a batalha contra os impulsos mundanos, a vida anímica e a cegueira moral utilizando-se da inteligência, do saber espiritual e do aprender a ouvir e seguir os conselhos cotidianos dados pela alma.

O Louco - A vida é um Túnel de Pressão. Quanto mais vivemos, mais responsabilidades e amarras criamos. Chega um determinado momento que viver muito mais para os outros do que para nós, transforma-se no cotidiano de nossas vidas. É um caminho sem volta. Tudo o que construímos, ou não, estará sempre conosco. É preciso ter cuidado com o que buscamos ou queremos da vida para não sonhar coisas impossíveis. De repente conseguimos o que queremos e a nova realidade torna-se tão ou mais curta do que um fugaz sonho. A resposta do Tarot é "positiva". Paz, felicidade, alegria e riqueza espiritual e material

Radhai

24 novembro 2006

Depois da tempestade vem a bonança



É costume dizer-se que da discussão nasce a Luz, e que depois de uma tempestade vem a bonança. Pois bem, mais uma vez esta sabedoria se revelou correcta e verdadeira. Depois de chegar ao limite das minhas forças, de verbalizar novamente a angústia de não estar a fazer a coisa certa e sentir que estava a perder tempo precioso da minha vida disse para mim mesmo: BASTA!! Nestes momentos difíceis Deus coloca-nos no colo de uma pessoa amiga e mostra-nos o caminho. Fez-se Luz!
Vou tentar resolver o problema às falas, se não resultar bato com a porta e arrumo de uma vez com a situação. Ponto final parágrafo

Uma tempestade interna que rebentou com as amarras deu lugar à bonança da Paz de Espírito. Vou ser eu próprio, alegre, confiante e persistente como sempre... e agir de acordo com a minha consciência.

Thanks my dear friend... Love you :P

23 novembro 2006

Para pergunta tonta, resposta fácil...



Pergunta tonta: Porque nos sentimos permanentemente insatisfeitos?

Resposta fácil: Porque não fazemos aquilo que gostamos de fazer, que nos satisfaz, completa, preenche e dá prazer.

Ponto final nesta verdade quase La Palissiana ou haverá algo mais por detrás deste aparente facilitismo?

Tenho andado irritado, cansado e a deitar contas à vida. Pergunto-me no caminho para o trabalho o que é que faz com que todas as pessoas com quem me cruzo de carro estejam sisudas, com ar triste e cinzento a reclamar do trânsito porque não tem coragem de reclamar da vida o que é seu por direito e está ao alcance das nossas mãos.

Olhei para mim mesmo. Porque é que eu não estou a sorrir e a cantarolar ao som da música que passa na rádio como habitualmente? Estou farto! Cansado de carregar ás costas o peso das coisas que não gosto de fazer e que não me dizem nada... e ainda assim continuo a fazê-las.

Pergunta tonta: Porque nos sentimos permanentemente insatisfeitos?

Resposta fácil: Porque a insatisfação é inerente a todo o ser humano!

Quem é baixo queria ser um nadinha mais alto, quem é gordo e se enche de gulodices, passa uma vida de frustração porque queria ser magro mas não quer deixar de comer tudo o que lhe apetece; quem é magro queria continuar a sê-lo mas comer tudo o que os gordos comem e vive frustrado com dietas infindáveis; quem é careca quer cabelo e quem o tem queria tê-lo mais liso, ondulado, mais forte ou mais fino etc. Ninguém está contente com o que tem, nem consigo próprio.

Não! Resposta demasiado fácil para não ter que dizer errada!!! Nada disso.

Não estamos satisfeitos porque não temos coragem para deixar de fazer o que é mais fácil. De mandar ao ar tudo aquilo que já não nos interessa e só atrapalha o nosso caminho, desenvolvimento pessoal e espiritual.

Em primeiro lugar há que definir o que é que se quer fazer da vida e como se quer vivê-la. Depois disso é por mãos à obra e fazer-se ao caminho.

Pedi e recebereis! Não foi isto que o Mestre ensinou? Porque temos medo de pedir? Porque não pedir ajuda e força para levar avante o caminho que gizámos como sendo o caminho da felicidade?

Fazer o que gostamos é o primeiro passo para alcançar a felicidade porque se põe AMOR nas acções.

Porque é que uma advogada não abandona um emprego que considera medíocre porque sempre sonhou ser cabeleireira? Porque prefere o status de Sra. Dra. ao prazer profissional, porque é mais fácil assim e viver frustrada por causa das aparências.

É difícil retirar a máscara e deixar cair as aparências. Esta é a resposta certa à pergunta tonta.

21 novembro 2006

Coro Celestial


Imagem : Anjos tocando música - Marcantonio Franceschini



A vivência espiritual é na verdade uma das coisas mais fantásticas que podemos experimentar. À medida que nos vamos entregando a este caminho e às experiências que vamos vivendo, vamos sentir uma maior intensidade em tudo o que vemos, sentimos e realizamos. As coisas acontecem ao seu ritmo próprio e à medida que vamos superando provas e adquirindo conhecimento, tornando essa aprendizagem parte da nossa vida no dia a dia, fazendo dela uma filosofia de vida. Não é fácil como à primeira vista parece, mas é realizável.
As pessoas com quem nos cruzamos na vida, vão surgindo também nessa sequência, na altura certa para que lhes possamos ensinar algo e aprender com essa passagem de testemunho e vice-versa. Não há coincidências.
Isto tudo para vos contar mais uma experiência que tive...
Em conversa com uma amiga que se está a iniciar nos caminhos da espiritualidade ela contou-me que estava com insónias e não conseguia descansar o suficiente. O trabalho não rendia no dia seguinte e sentia uma fadiga enorme.
Sugeri que à noite quando estivesse na cama e não conseguisse dormir, fizesse um exercício simples de meditação que costumava resultar comigo.
Disse-lhe para fechar os olhos e começar a concentrar-se numa luz amarela radiosa ou na luz de uma chama alaranjada, depois de se concentrar nessa luz deveria imaginar uma coisa muito boa que ela tivesse muita vontade de fazer e guiar os pensamentos para coisas relacionadas com isso e visualizar-se a fazer essas coisas. Expliquei que nessa altura iam começar a surgir imagens e que iria começar e ver coisas. A princípio apenas flashes como se fossem fotografias mas depois elas ganhariam uma sequência.
Disse-lhe que era forma mais fácil de abrir a mediunidade embora houvessem muitas outras técnicas, das quais também lhe falei, e que normalmente quando a pessoa começa a viajar noutra dimensão acaba por adormecer ao mesmo tempo que trabalha noutro plano.

Quando cheguei a casa, senti uma vontade enorme de fazer exactamente o que tinha sugerido à minha amiga e assim fiz. Deitei-me e fiz os exercícios tal e qual como lhe tinha sugerido e aconteceu uma coisa fantástica. Comecei a ouvir uma música. Um coro com vozes masculinas e femininas, uma melodia maravilhosa como eu nunca tinha ouvido. Era um Agnus Dei em latim, reconheci a letra mas não tinha nada a ver com as versões que eu conheço. Era um som celestial! Além das vozes havia uma parte instrumental que eu não consigo descrever por não haver qualquer semelhança com tudo o que eu já ouvi, foi lindo lindo lindo e no meio desta música maravilhosa consegui ver por 2 vezes o rosto do meu guia que fez com que eu ouvisse este coro angelical.Eu já tinha visto muitas coisas mas ouvir com esta nitidez uma coisa tão magnífica foi a primeira vez.
Eu ensinei, para que a minha amiga pudesse ter a sua experiência, e fui ensinado à medida que a ensinava a ela.

Soube dias depois que ela tinha conseguido através da meditação entrar pela primeira vez nesta dimensão única que nos transporta para o infinito porque abandonamos o invólucro corporal e libertamos o espírito...

20 novembro 2006

Isso e sexo..não teimes comigo, é amor!


Jogo de carícias, beijos, frases feitas, olhares sedutores, gosto disto e daquilo, faz-me assim e assado....ai tão bom ...ai tão bom e....FIM.

Acabou...cansado, exausto, de olhar ainda sedutor...

Durante esse tempo o Homem serviu como fogo e a mulher como lenha ao que o diabo se limitou a atear dando a ilusão de paixão, entrega e caminho de um futuro incerto.

Que bom...vamos repetir?

Não, não vamos....hã? o quê?

Aí o o ser recorda quem é, matéria que precisa de ser refinada, transmutada em algo mais puro.

Hum...quer dizer que vamos deixar de fazer sexo e ter prazer!?


Falaste bem, vamos deixar de fazer sexo mas vamos reaprender a ter prazer.

Sexo sagrado...algo que poucos querem experimentar porque isso obriga a conectar o ser com a sua realidade interior, os medos, as angustias de ser rejeitado, de até e quiçá terminar logo ali a relação. Porém o tesouro alquimico desta transmutação revela um caminho de entrega e ligação, em que os parceiros deixam de ser o Duo para ser o uno, em que ying yang, terra e céu se une, em que as vontades individuais se fundem num prazer alucinatório....na verdade... onde o amor toma as rédias do animal instintivo que há em nós.

Não me digas que já me amas?

Sim, mas não da forma como julgas, amo o ser interno que há em ti, tudo aquilo que és, porque vejo para além da tua mascara e do teu jogo.

Sim...interrompe lá agora!

Caiste....algo em ti se partiu e morreste para algo que nem mesmo sabias existir.
Nesse salto sentiste uma mão, algo que te amparou, acarinhou e te disse não estás só.
Um pensamento torna-se constante; perdoa-te não és perfeito e sim....chora deixa que as lágrimas te limpem e te purifiquem.

Saltas-te não foi?

A todos aqueles que ousam saltar, perdoar e renascer
http://www.youtube.com/watch?v=0j2BUYMULxI

Porque a morte quer fisica ou simbolica, leva em sim conteúdos mais complexos que a nossa mente ou sentimentos possam conter.

Importa-se de não me interromper!

Stress...agitação, trabalhos por fazer......relacionamentos e amizades, dúvidas e medos...amores perdidos.....raivas e ódios de estimação...momentos de angústia e vazio......

Nesse momento o Ser olha, para e sente que só lhe resta partir, afundar-se naquele abismo de vazios. Dá o salto.... cai .....

morte....nascimento....

Morte de quê?

13 novembro 2006

Cartas de Amor do Profeta



Esta semana que passou, foi de facto uma semana cheia em todos os sentidos. Vou partilhar mais um dos acontecimentos que me preencheram e fizeram reflectir.

Na quinta-feira, depois de mais um dia de trabalho e aulas, fui para casa em busca do jantar... Quando cheguei à porta do meu prédio vi na pedra saliente da ombreira da porta um livro. Achei estranho e lancei mão dele para ver do que se tratava. Era um livro que não sendo velho, denotava-se muito manuseado fazendo lembrar um livro de BookCrossing que por ter passado por tantas mãos denuncia a passagem do tempo de uma forma especial. O livro tinha uma página marcada e quando olhei para o título nem queria acreditar. “Cartas de amor do profeta” de Kahlil Gibran traduzido e adaptado por Paulo Coelho. Parecia ter sido lá colocado de propósito e para mim. Levei-o comigo! Durante o fim de semana li o livro e adorei. Decidi não guardar o livro para mim, vou passa-lo pelos meus amigos e depois quando todos os que estiverem interessados em lê-lo já o tiverem feito, vou deixa-lo num ponto de BookCrossing porque foi isso que senti ao pegar no livro pela primeira vez, e é dessa maneira que sinto ser a forma do livro sair das minhas mãos.

Vou deixar-vos com uma das cartas de Gibran que me tocou de forma mais profunda.

... “Tenho vivido em completo êxtase. A única coisa que o meu coração não sabia era amar a Vida. Por vinte anos, senti apenas uma imensa fome, uma imensa sede por algo que não conseguia compreender o que era.
Mas as coisas mudaram. Esteja onde estiver, execute o trabalho que for, vejo presente a generosa lei que transforma as nossas acções em flores, e transforma essas flores em Deus.
Essa fome, que me acompanhou por tantos anos, era a vontade de ver o que estava além de mim. Tentei de diversas maneiras, e agora encontrei o único caminho certo: através de Deus.
A alma procura Deus, como o ar quente busca as alturas, e os rios correm para o mar. A alma tem dois poderes: o desejo de buscar, e a capacidade de lutar por esse desejo.
E a alma nunca perde o seu caminho, da mesma maneira que a água não corre montanha acima. Por isso todas as Almas estarão em Deus, não importa quanto tempo demore.
O sal não perde as suas propriedades, mesmo quando misturado a todas as águas do oceano. A alma não perde esta fome de Deus; ela é eterna, e um dia será saciada.
A alma jamais deixará de buscar Deus. E quando O encontrar, descobrirá que Ele também a buscava.”

Fiquei cheio de vontade de ler “O Profeta” do mesmo autor...

10 novembro 2006

A vida, a paixão e o Amor...


Imagem: Atlas in love - Eric Droover

Voltando uma vez mais ao tema recorrente do Amor, interessa perguntar porque temos medo de Amar? Se passamos tanto do nosso tempo querendo encontrar alguém que nos compreenda, nos deseje, que nos ame e faça felizes, por que é que quando julgamos estar perante a iminência do momento sentimos receio, até medo e colocamos todos os “se’s” em cima da mesa?
Receamos perder a liberdade de movimento e acção? Mas senão saímos de casa por não ter ninguém, que liberdade é essa?
Receamos não ter tempo para as coisas que gostamos? Olhando por este prisma, não nos vamos lembrar de quantas e quantas vezes não fazemos nada do que gostamos por nos sentirmos desmotivados, sós, sem a chama da paixão que nos faz mover montanhas?
De facto a força do Amor é assustadora! Ele é cego e surdo aos olhos do mundo e só segue a sua própria razão. Não adianta remar contra a sua maré, que por mais que tentemos vamos acabar por ceder na exaustão e acabar à deriva. O melhor é nadar a favor da corrente, deixar, que o amor e a paixão nos carreguem ao seu ritmo próprio deixando-nos força e fôlego para dirigir as nossas braçadas entre as duas margens deste rio revolto.
O Amor ou paixão como lhe queiramos chamar é o turbilhão de sentimentos que nos faz avançar e amadurecer. A partilha a dois é essencial para seguirmos a caminhada da evolução. É uma aprendizagem difícil mas necessária que nos guia até aos nossos sentimentos mais fortes, mais puros e mais insuspeitos, se não o vivermos nunca vamos descobrir que possuímos esta força e esta capacidade, e é através desta descoberta que podemos mais tarde aplicar esta energia em todas as coisas na nossa vida.


Amar é estar vivo, é descoberta, é energia, é beleza, é a imensidão do Universo que nos rodeia.